O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou, no dia 18/11/2005, uma sexta-feira, que “as denúncias de corrupção do governo Lula são algo nunca visto antes” e, o presidente do (PFL), senador Jorge Bornhausen, disse no dia 26/08/2005, que “Lula não é habilitado a trabalhar e, agora, com a crise, não quer mais nada com trabalho”. Para refrescar a memória dessa “turma” e dos nossos leitores, republicamos alguns trechos de documentos, que lista os principais escândalos do governo FHC e desmente as afirmações de ambos.
Confira:
O governo Fernando Henrique Cardoso, além de ter aberto as portas para a pilhagem nacional e internacional, colocando o Brasil praticamente na condição de colônia, foi pródigo em abafar a corrupção. A implementação de seu projeto neocolonial ocorreu paralelamente a uma sucessão de escândalos. Abaixo, uma pequena amostra das dezenas de escândalos que marcaram a era FHC. O trabalho refresca a memória e serve de contra-veneno à insidiosa campanha que a oposição move contra o governo Lula, usando um caso de corrupção para tentar manchar a imagem de um governo que é o oposto do anterior.
Abrindo as Portas Para a Corrupção: Foi em 19 de janeiro de 1995 que o governo do PSDB/PFL fincou o marco que mostra a sua conivência com a corrupção. FHC extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se notabilizou por abafar denúncias. A CGU, no governo Lula, passou a ocupar um papel central no combate à corrupção.
Concorrência do Sivam/Sipam: O contrato para execução do Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (Sivam/Sipam) foi marcado por escândalos. Denúncias de tráfico de influência e de corrupção derrubaram o Brigadeiro Mauro Gandra, da Aeronáutica, e serviram para FHC “punir” o embaixador Júlio César dos Santos com uma promoção. Foi ser embaixador do Brasil junto à FAO, em Roma, um exílio dourado. A empresa ESCA, encarregada de incorporar a tecnologia de Raytheon, foi extinta, por fraude comprovada contra a Previdência. Não houve CPI sobre o assunto. FHC bloqueou.
Uma Pasta Rosa Muito Suspeita: Foi em fevereiro de 1996 que a Procuradoria-Geral da República resolveu arquivar definitivamente o conjunto dos processos denominados escândalos da pasta rosa. Era uma referência a uma pasta com documentos citando doações ilegais, em dinheiro, de banqueiros para campanhas dos políticos de base de sustentação do governo FHC. Naquele tempo, o Procurador-Geral da República era Geraldo Brindeiro, conhecido pela alcunha de “engavetador-geral da República”. No governo FHC, dos 626 inquéritos que passaram pela mesa do engavetador-geral da República, até maio de 2001, 242 foram engavetados e 217 arquivados. Dos 242 que ficaram parados na gaveta do procurador, 194 tinham deputados federais como réus. Outros 33 se referiam a senadores, 11 a ministros e ex-ministros e quatro ao próprio presidente FHC.
A Compra de Votos Para a Reeleição de FHC: A reeleição de FHC custou caro ao pais. Para mudar a Constituição, houve um pesado esquema para a compra de votos, conforme inúmeras denuncias feitas à época. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos para não perderem os direitos políticos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara. Como sempre, FHC resolveu o problema abafando-o, impedindo a formação de uma CPI para investigar o caso.
A Escandalosa Doação da Companhia vale do Rio Doce: Apesar da mobilização da sociedade brasileira em defesa da CVRD, a empresa foi vendida num leilão por apenas R$ 3,3 Bilhões, enquanto especialistas do mercado estimulavam seu preço em pelo menos R$ 30 Bilhões. Foi um crime de lesa-pátria, pois a empresa era lucrativa e estratégica para os interesses globais do Brasil. A empresa detinha, além de enormes jazidas, uma gigantesca infra-estrutura acumulada ao longo de mais de 50 anos, como navios, portos, ferrovias. Um ano depois da privatização, seus novos donos anunciaram um lucro de R$ 1 Bilhão. O preço pago pela empresa equivale, nos últimos tempos, ao lucro trimestral da CVRD. Foi um dos negócios mais criminosos da era do FHC.
O Escândalo da Telebrás e a Negociata do Setor Energético: Foi uma verdadeira maracutaia a privatização do sistema de telecomunicações no Brasil. Uma verdadeira sucessão de denúncias e escândalos. Foi uma negociata num jogo de cartas marcadas, inclusive com o nome de FHC citado em inúmeras gravações divulgadas pela imprensa. Vários “grampos” a que a imprensa teve acesso comprovaram o envolvimento de lobistas com autoridades do governo tucano. As fitas mostraram que informações privilegiadas eram repassadas aos “queridinhos” de FHC. O mais grave foi o preço que as empresas estrangeiras e nacionais pagaram pelo sistema Telebrás, cerca de R$ 22 Bilhões. O detalhe é que nos 2 anos e meio anteriores à “venda”, o governo tinha investido na infra-estrutura do setor de telecomunicações mais de R$ 21 Bilhões. Pior ainda, o BNDES, nas mãos do tucanato, ainda financiou metade dos R$ 8 Bilhões dados como entrada neste meganegócio, em detrimento dos interesses do povo brasileiro. Uma verdadeira rapinagem cometida contra o Brasil e que o governo tucano impediu que fosse investigada.
A privatização do sistema Telebrás – assim como a da Vale do Rio Doce – foi marcada pela suspeita. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 Milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamim Steinbruch, que levou a CVRD, e de ter cobrado R$ 90 Milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.
Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Se isso não bastasse, em maio de 2002, o jornal Folha de S. Paulo, publicou uma matéria que informava que Ricardo Sérgio, na condição de diretor do Banco do Brasil, favoreceu negócios de um parente de Serra – o empresário Gregorio Marin Preciado, espanhol naturalizado brasileiro, casado com uma prima do atual prefeito de São Paulo, José Serra.Em 1993, duas empresas de Gregorio Marin Preciado, - a Gremafer e a Aceto – contraíram empréstimos no Banco do Brasil, num total de 2,5 Milhões de dólares, tiveram problemas para pagar a e dívida foi crescendo em bases geométricas, em função das taxas de juros aplicadas ao empréstimo. Em 1995, quando Ricardo Sérgio já era do BB, o parente de José Serra conseguiu um desconto de 16 Milhões de reais na dívida, referente ao crescimento em juros. E arrancou outro empréstimo, no valor de 2,8 Milhões de dólares. Em 1998, outro desconto, dessa vez de 57 Milhões de reais. A reportagem informa que documentos internos do Banco do Brasil tratavam as negociações como “heterodoxas” e “atípicas”, embora as operações tenham sido aprovadas por toda a diretoria do banco.
Logo no início das negociações com Gregorio Marin, a direção do banco do Brasil começou a listar seus bens para arrasta-lo, como garantia de pagamento da dívida. Um deles era um terreno no bairo do Morumbi, em São Paulo, no qual Gregorio Marin tinha metade e José Serra era dono da outra metade. Antes que o arresto fosse feito, o terreno foi vendido. A parte de Serra correspondeu a uns 70 000 reais. O negócio foi declarado à Receita Federal.
Ricardo Sérgio e Gregorio Marin refutam a insinuação de que agiram como amigos e dizem que mal se conhecem. “Ele já me deu uma ou duas caixas de charutos” afirma Ricardo Sérgio, negando que tenha tentando beneficia-lo de algum modo. A relação entre ambos, no entanto, já se cruzou em outros negócios, especialmente na época da privatização do setor elétrico. Em 1996, quando era diretor do Banco do Brasil e manda-chuva na Previ, Ricardo Sérgio montou, com Gregorio Marin Preciado (parente de Serra) o consórcio Guaraniana S/A. Pelas mãos de Ricardo Sérgio, entraram no consórcio a Previ, o Banco do Brasil e fundos administrativos pela instituição. Junto com eles estavam os espanhóis da Iberdrola, empresa gigante no setor energético, representada oficialmente por Gregorio Marin. Reunidos na Guaraniana, BB, Previ e Iberdrola foram às compras – e chegaram a participar de investimentos em 10 empresas nas áreas de energia e telecomunicações. Destacaram-se na área de energia. Em apenas três anos, entre 1997 e 2000, o consórcio montado por Ricardo Sérgio e Gregorio Marin arrematou três estatais de energia elétrica – a baiana Coelba, a pernambucana Celpe e a potiguar Cosern. Só essas três empresas respondem por um negócio de 4 Bilhões de reais. Ao que parece, a relação do ex-tesoureiro dos tucanos com o parente de José Serra não ficou apenas na troca de caixas de charutos.
Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de 10 Bilhões de reais para socorrer empresas que assumiram o controle de estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou 686,8 Milhões de reais na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.
Dengue, o Fracasso na Saúde: A população brasileira sentiu na carne a omissão de FHC com a saúde. Em 1998, com uma política tecnocrática, o governo reduziu a zero os empréstimos da CEF às autarquias e estatais da área de saneamento básico. Isto resultou em condições ideais para a propagação da dengue e de doenças, já que a decisão decepou um instrumento essencial no combate às doenças e proteção à saúde. Além da dengue, a decisão provocou surtos de cólera, leishmaniose visceral, tifo e disenterias. São doenças resultantes da falta de saneamento.
No caso da dengue, o Rio de Janeiro foi emblemático. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil matamosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministro da saúde gastou R$ 81,3 Milhões em propaganda e apenas R$ 3 Milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o Estado do Rio de Janeiro registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte. È preciso muita competência para organizar uma epidemia daquelas proporções.
O Nebuloso Caso do Juiz Lalau: quem não se lembra da escandalosa construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, que levou para o ralo R$ 169 Milhões.?! O caso surgiu em 1998, mas os nomes dos envolvidos só surgiram em 2000, com todos eles alegando inocência. A CPI do Judiciário contribuiu para levar à cadeia o Juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois principais envolvidos no caso. Num dos maiores escândalos da era FHC, vários nomes ligados ao governo tucano surgiram no emaranhado de denúncias. O pior é que Fernando Henrique, ao ser questionado por que liberava as verbas para uma obra que o Tribunal de Contas já alertava que tinha irregularidades, respondeu de forma irresponsável: “assinei sem ver”. Além de ter pedido para esquecerem o que havia escrito, o ex-presidente tucano aparentemente queria também que a população esquecesse o que assinava durante o seu fracassado governo.
A Farra do Proer: O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (PROER) demonstrou, já em sua gênese, no final de 1995, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 Bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estatais. Vale lembrar que um dos socorridos foi o Banco Nacional, da família Magalhães Pinto, a qual tinha agregado um dos filhos de FHC.
Desvalorização do Real: a desvalorização do real também faz parte do repertório de escândalos da gestão tucana. FHC segurou de forma irresponsável a paridade entre o real e o dólar, para assegurar sua reeleição em 1998, mesmos às custas da queima de bilhões de dólares das reservas brasileiras. Comprovou-se o vazamento de informações do Banco Central. O PT divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatros que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.Há indícios, publicados pela imprensa, de que havia um esquema dentro do BC para a venda de informações privilegiadas sobre câmbio e juros a determinados bancos ligados à patota de FHC. No bojo da desvalorização cambial, surgiu o escandaloso caso dos bancos Marka e FonteCindam, “graciosamente” socorridos pelo Banco Central com 1 Bilhão e 600 Milhões de reais. Houve favorecimento descarado, com empréstimos em dólar e apreços mais baixos do que os praticados pelo mercado. O pretexto é que a queda desses bancos criaria risco sistemático para a economia. Apesar da liberação, em um só dia, dessa grana toda, os dois bancos acabaram quebrando. O povo brasileiro ficou com o prejuízo. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por pouco tempo. Cacciola vive tranqüilamente na Itália e Lopes foi recentemente condenado pela Justiça, em primeira instância, a 10 anos de prisão.
Sudam e Sudene, Pouco Escândalo é Bobagem: De 1994 a 1999, houve uma verdadeira orgia de fraudes na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), ultrapassando R$ 2 Bilhões. Em vez de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. Na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a fará também foi grande, com a apuração de desvios da ordem de R$ 1,4 Bilhão. A prática consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como fez com a Sudam, FHC resolveu extinguir a Sudene, em vez de pôr os culpados na cadeia.
Apagão, um Caso de Incompetência Gerencial: A incompetência dos tucanos, associada à arrogância de não terem ouvido as advertências de especialistas levou ao apagão de 2001. o problema foi provocado também pela submissão do PSDB/PFL aos ditames do FMI, que suspendeu os investimentos na produção de energia no país. O fato é que o povo brasileiro, extremamente prejudicado pela crise energética, atendeu, patrioticamente, à campanha de economizar energia, mas foi “premiado” pelo governo FHC com o aumento das tarifas para “compensar” as perdas de faturamento das multinacionais e seus aliados locais que compraram a preço de banana as distribuidoras de energia nos leilões entreguistas realizados pelo tucanato. Por causa disso o povo brasileiro foi lesado em R$ 22,5 Bilhões, montante transferido para as empresas da área.
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Como podemos observar, realmente FHC “nunca” tinha antes visto corrupção alguma, porque ele raramente procurou; ou pior, deixou correr solta e infestar a Nação, como mostra a matéria de 19 de julho de 2000 (OS RASTROS DO EX-ASSESSOR). A única coisa que “preocupava” FHC era a reeleição, sendo que foi com esse projeto, que o povo pode ver toda a dedicação do trabalho “árduo” prestado pelo PSDB e pelo PFL. Deve ser por isso, que Jorge Bornhausen criticava em agosto de 2005, a atuação de Lula. Pois, Lula até a apresente data não seguiu o caminho deixado pelo seu antecessor; ou seja, o governo Lula reverteu o desemprego e os desacertos sociais do país. E deixou esses dois fatos apenas na lembrança e na declaração do próprio FHC. Como traz a matéria da revista Veja, de outubro de 1998 – Pelas pesquisas dos marketeiros tucanos, o PT causaria danos à candidatura do presidente se tivessem mantido o foco sobre o Desemprego e os Desacertos Sociais do país. “Era o ponto fraco do governo (FHC) e se eles continuassem batendo poderiam crescer”, admitiu na semana passada o próprio presidente Fernando Henrique Cardoso. – (Revista VEJA, 1998 pg. 33)
Graças ao bom Deus Lula não é "habilitado", como era o governo do PSDB e do PFL.
Fonte: Revista VEJA 07/10/98 , Revista VEJA 19/07/00 , Revista Veja 15/05/02 , Almanaque Abril 98, Portal do PT