SEM MEDO DA VERDADE!

15 Maio 2006

REVISTA VEJA PRODUZ MÁTERIA CALUNIOSA E DIFAMANTE

Lula processará Veja por matéria de conta no exterior, diz Tarso

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá processar a revista Veja em função da matéria publicada neste final de semana com informações sobre uma lista de supostas contas bancárias em nome do próprio presidente e de membros da cúpula petista. A decisão foi confirmada na tarde deste domingo pelo ministro de relações institucionais, Tarso Genro, que passa este final de semana no Rio Grande do Sul. "Já conversei com ele (Lula) e está decidido que irá processar (a Veja)", afirmou Genro, em entrevista por telefone à Agencia Estado.De acordo com o ministro, a matéria publicada pela revista, baseada em informações fornecidas pelo banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, não tem nenhuma fundamentação e foi produzida com único intuito de atingir o governo e o presidente Lula."É uma matéria jornalística caluniosa e difamante", disse Genro, lembrando que a própria Veja reconheceu no texto que não conseguiu comprovar a veracidade das informações. Ainda segundo o ministro, os fatos foram inventados e resultaram em uma reportagem "gravíssima" que terá a reação legal cabível.Genro afirmou ainda que ele próprio moverá um outro processo contra a revista, devido a uma reportagem publicada esta semana que liga um esquema de irregularidades eleitorais no Rio Grande do Sul à sua campanha para o governo do Estado. "É uma matéria requentada e também difamante", disse, acrescentando que as investigações conduzidas sobre o caso gaúcho removeram o vínculo com sua campanha eleitoral. "Eles fizeram uma ligação vil desses recursos com minha campanha."Questionado se as reportagens aparecem como arma para a oposição nas eleições deste ano, ele ressaltou que os segmentos "sérios" da oposição saberão que o uso eleitoral dessas informações representaria um desserviço à sociedade e ao processo democrático brasileiro.

Fonte: Estadão 14/05/06

07 Maio 2006

"ACM NA MIRA"


Desembargadores baianos acusam ACM

Não é só o deputado Emiliano José (PT-BA) que foi vítima da falta de compostura do senador ACM. Também os desembargadores da Bahia foram xingados. Está no Diário do Poder Judiciário do Estado da Bahia (18.04.2006), com o título “Falta de Decoro”: em sessão plenária, o TJ da Bahia aprovou, por unanimidade, encaminhar ao Conselho de Ética do Senado representação contra o senador Antônio Carlos Peixoto de Magalhães (PFL) por falta de decoro e abuso de prerrogativas constitucionais. Destemperado, o senador agrediu todos os integrantes do Tribunal de Justiça, com palavras de baixo calão e graves acusações, quando seu candidato à presidência do Tribunal de Justiça não foi o eleito no início do ano. Essa reação desequilibrada do senador ACM (PFL) é muito conhecida. Ele já deu um ponta-pé na bunda do ex-governador Antônio Imbassahy, caneladas em repórter de TV, escandalizou a Bahia ao chamar o ex-prefeito Mário Kertész de “judeu fedorento” e xingou o deputado federal Pedro Irujo (PMDB) de “basco ladrão”. Lembram-se? Aquela história de “esse raça” do Bornhausen, colega dele, não é original, tem precedente na Bahia. E como tem.

Fonte:Portal Mídia Petista (Blogspot) 03/05/2006

21 Abril 2006

LULA PROMOVE A AUTO-SUFICIÊNCIA NA PRODUÇÃO DE PETRÓLEO EM 2006

Lula Inaugura Plataforma Que Deixará o Brasil Auto-Suficiente Em Petróleo


Edla Lula e Nielmar de Oliveira Repórteres da Agência BrasilBrasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje da celebração pela conquista da auto-suficiência do Brasil em petróleo. A solenidade será às 17h45 no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Antes de ir para o Rio, Lula inaugura, às 13h, na Bacia de Campos, em Campos dos Goytacazes, a Plataforma P-50, que dará condições para que o país seja auto-suficiente. A P-50 será a maior estrutura em operação no Brasil, somando mais de 180 mil barris de petróleo à produção nacional. No mês passado, a Petrobras produziu 1,75 milhão de barris de petróleo por dia. O local é a maior província petrolífera do país, respondendo por cerca de 85% da produção nacional de petróleo. Unidade flutuante do tipo FSPO (produz, processa, armazena e escoa o óleo e o gás), a nova plataforma passará a responder sozinha por 11% de todo o óleo extraído no país. Além de produzir petróleo, a P-50
terá capacidade de comprimir seis milhões de metros cúbicos de gás natural e de estocar outros 1,6 milhão de barris de petróleo.De acordo com o conceito adotado pela Petrobrás, a auto-suficiência é a disponibilidade de petróleo produzido nos campos nacionais, em volume igual ou superior ao consumo e à capacidade de refino do país para atender a demanda do mercado brasileiro.
Hoje, a demanda nacional pelo produto é de 1,8 milhão de barris (a mesma do Parque Nacional de Refino), enquanto a produção, com a entrada em operação da P-50, deverá fechar o ano com uma média diária em torno de 1,9 a 1,91 milhão de barris.#O presidente Lula fez sua parte, em relação ao ótimo trabalho dedicado a Plataforma P-50; porém, teve que pegar de herança a lei que FHC e Cia, decretaram em 1995, fazendo com que o preço dos derivados do petróleo dentro do País seguisse o do mercado internacional. Cabe agora perguntar a oposição, se eles estão dispostos a retirar a mão do nosso bolso.

Fonte: Agência Brasil 21/04/2006 #-Pelo administrador do Blog Sem medo da Verdade

LULA INAUGURA MAIS OBRAS NO SUL DO PAÍS


Presidente inaugura nova emergência do Hospital Conceição em Porto Alegre

Shirley PrestesRepórter da Agência Brasil Porto Alegre

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, José Agenor Álvares da Silva, inauguram hoje (19), em Porto Alegre, a nova emergência do Hospital Conceição, vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e pertencente ao Grupo Hospitalar Conceição (GHC), o maior complexo público do setor no Rio Grande do Sul. Referência hospitalar para os pacientes de 39 postos de saúde da capital gaúcha e para 12 unidades do serviço de Saúde Comunitária do GHC, o serviço de emergência do Conceição atende cerca de 800 pessoas por dia. A obra contou com investimento de R$ 5,8 milhões do programa do Ministério da Saúde para a qualificação das urgências e emergências, o QualiSus. Segundo o secretário nacional de Estudos e Pesquisas Político-Institucionais da Presidência da República, Wagner Caetano, o presidente deverá falar sobre o novo modelo do SUS, "que humaniza o atendimento de quem está doente", já praticado no Hospital Conceição. O diretor superintendente do GHC, João Motta, disse que o novo local vai facilitar o deslocamento das pessoas e permitir diagnósticos mais rápidos. "Os pacientes terão mais privacidade e todos os dados e exames serão informatizados", destacou Motta. Ele informou que para a emergência odontológica, haverá dois consultórios dentários completos com capacidade para cerca de 3 mil procedimentos mensais.O novo setor, que será inaugurado às 17 horas, conta com quatro áreas de atendimento, 50 leitos, nove consultórios para clínica médica, cirurgia e assistência social, duas salas de pequenos procedimentos, sala de medicação e serviço de diagnóstico por imagem com raio X, ecografia e eletrocardiograma.Depois do ato simbólico nas dependências do hospital, será realizada uma solenidade no Sindicato dos Metalúrgicos, onde o presidente também deverá discursar. Lula retorna a Brasília no início da noite. Esta é a 13ª vez que o presidente visita o Rio grande do Sul.

Fonte: blogspot Jean Scharlau 19/04/2006

14 Abril 2006

PSDB/PFL PENSAM QUE VOCÊ TEM AMNÉSIA

VOCÊ JÁ SE ESQUECEU...
da privatização da Vale do Rio Doce?

da privatização do Sistema Telebrás?

dos bilhões do PROER para banqueiros?

da compra de votos para a reeleição?

do escândalo SIVAM/SIPAM?

do escândalo SUDAM/SUDENE?

da epidemia de dengue com 200 mil casos?

do envolvimento do Juiz Lalau com vários tucanos?

do caso dos bancos Marka e FonteCindam?

do Painel do Senado do PSDB-PFL?

do APAGÃO?

dos bilhões no ralo do Banestado?

do escândalo dos Precatórios?

dos aposentados "vagabundos"?

que a dívida em 8 anos saltou de US$61 para US$750 BI?

da quase "entrega" da Base de Alcântara aos EUA?

que a SELIC já foi a mais de 30%?
E NUNCA se esqueçam que Lula,em menos de 4 anos quitou a dívida com o FMI!
Enquanto FHC ROUBOU, Lula PAGOU!

Fonte: "Marcos Borkowski"

09 Abril 2006

EMPREGADORES PODEM ABATER IMPOSTO DE RENDA


REGISTRO DO(A) TRABALHADOR(A) DOMÉSTICO(A) PODE SER ABATIDO DO IR

O presidente Lula assinou Medida provisória que permite aos empregadores abater do Imposto de Renda a contribuição de 12% paga sobre o salário dos trabalhadores domésticos ao INSS. A Medida vale a partir do próximo ano. O empregador terá um abatimento anual de R$ 522,00 no Imposto de Renda, levando em conta já o novo valor do salário mínimo, de R$ 350,00, que começa a vigorar em abril. O benefício poderá ser usado na declaração de 2007 (ano-base 2006). A medida não atinge a contribuição do trabalhador para o INSS, que varia de 8% a 11%.
Além de beneficiar a classe média que recebe entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil mensais e tem um(a) trabalhador(a) doméstico(a), o governo espera estimular o registro dos trabalhadores em carteira. A estimativa do governo é que atualmente há cerca de 4 milhões de trabalhadores domésticos sem carteira assinada. Se a medida não levar a nenhuma nova formalização, conforme cálculos da Previdência, haverá renúncia fiscal de R$ 289 milhões. Se houver a inclusão previdenciária de 1,125 milhão de pessoas, haverá um ganho de arrecadação de R$ 424 milhões, o que compensaria a dedução.

Fonte: Informativo Senadora Ideli Salvatti 08/03/2006

08 Abril 2006

Isso a Oposição Prefere Não Mostrar.

Obras do Governo Lula na Área da Sáude

O Governo Lula merece destaque pela Política de Reestruturação dos Hospitais de Ensino e a Política Nacional para Hospitais de Pequeno Porte. Na primeira, 63 hospitais de ensino aderiram à política que otimizou a relação desses hospitais com o SUS, com melhoria no ensino e pesquisa.
Na segunda, a principal mudança é que os hospitais deixaram de receber recursos financeiros somente após a prestação de contas dos serviços realizados e passaram a contar com orçamento global. Assim, ampliam a capacidade de gestão e assistência. Em contra partida, devem cumprir uma série de metas para ampliar e qualificar a atenção à população. Na área de transplantes, o País vive importante crescimento. Em 2005 estima-se a realização de 15 mil transplantes de órgãos e tecidos (aumento de33% sobre 2002) dos quais 85% financiados com recursos do SUS. Houve aumento nas ações ambulatoriais de acompanhamento de pacientes transplantados, que saltaram de 169,7mil, em 2002, para 258,5 mil. Com base na produção registrada no primeiro semestre de 2005, o aumento foi superior a 52%. A Política de Qualificação da Atenção à Saúde no SUS – Quali-SUS- teve investimento, em 2004, de R$ 45,5 milhões. Em 2005 foram R$ 140 milhões. Ao aderir ao QualiSUS, os hospitais melhoram o atendimento.


SAMU
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Samu – está presente em 330 municípios, 22 estados e assiste 68,3 milhões de pessoas. Desde o seu lançamento, em 2003, foram implantados 77 serviços. O programa custou cerca de R$ 170 milhões.
O Samu é um serviço pré-hospitalar que chega rapidamente às pessoas após acidente ou problema urgente. Destina-se a melhorar a resposta do sistema e permite organizar e racionalizar a rede pública: o médico atende a chamada de socorro e tem autonomia para fazer a triagem do atendimento decidindo o encaminhamento do paciente. O Ministério da Saúde repassa, mensalmente, R$ 11 milhões a estados e municípios, financiando 50% do custeio desse serviço.


FARMÁCIA POPULAR
Criou-se o Programa das Farmácias Populares. Em 36 cidades de 17 estados foram abertas 64 unidades. As Farmácias Populares disponibilizam mais de 8 milhões de unidades de medicamentos com preços até 90% menores que os do mercado.
Os esforços na produção e na redução dos gastos com a importação de medicamentos têm grande destaque. O mais importante marco, em 2005, foi a implantação da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia – a Hemobrás. Com investimentos de US$ 65 milhões, pretende reduzir os gastos anuais de US$ 120 milhões com importação de hemoderivados. Com o mesmo propósito, foi fechado acordo de R$ 296,4 milhões para a transferência de tecnologia dos medicamentos necessários no tratamento das hepatites.

Fonte: Publicação da Casa Civil da Presidência da República; Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão e Secretaria Geral da Presidência da República.
Ano III, Nº 6 Dezembro/2005

Investigações Sobre Governo Alckmin Chegam à Assembléia


GOVERNO ALCKMIN SOB INVESTIGAÇÃO!

(Por Marcos de Moura e Souza)
SÃO PAULO - Nove pessoas ligadas à equipe do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin --candidato do PSDB à Presidência -- terão de prestar esclarecimentos nas próximas semanas sobre supostas irregularidades envolvendo verbas de publicidade durante a gestão do tucano.A Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou na quinta-feira a convocação de funcionários e ex-funcionários do governo e até mesmo de um secretário de governo. Eles devem falar aos deputados dentro de 30 dias. A convocação contrariou a base governista.
As suspeitas, levantadas por parlamentares da oposição e investigadas pelo Ministério Público, é de que o banco Nossa Caixa --do qual o Estado é o maior acionista-- direcionou verbas de publicidade e patrocínio para veículos de comunicação e programas de TV e rádio de deputados da base governista em troca de apoio na Assembléia entre os anos de 2003 e 2005.
"Isso seria o mensalinho deles aqui em São Paulo"
, disse nesta sexta-feira à Reuters o deputado estadual Ênio Tatto, líder do PT na Assembléia, numa referência a escândalo do mensalão que envolveu seu partido em esfera nacional e também deputados federais da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para a equipe de campanha de Alckmin, as denúncias têm interesse eleitoral e são infundadas.
Os deputados também questionam outro fato, o de agências de publicidade terem prestado serviço no ano passado para o governo sem que tivessem contrato.
Há ainda mais um caso ligado à equipe de Alckmin. Diz respeito a um patrocínio pago pela Sabesp e pela Companhia Elétrica Paulista (Cteep) à revista do acupunturista de Alckmin, o médico e professor Jou Eel Jia. O patrocínio custou 120 mil reais ao Estado.
A revista Ch'an Tao publicou em um de seus números nove páginas sobre o candidato tucano, que também aparecia na capa da publicação.
Tatto critica. "A suspeita é de que se usou recursos públicos como forma de patrocínio da revista, e que na verdade foi uma forma de promoção pessoal e eleitoreira do governador."
A promotora Andrea Chiaratti encaminha até segunda-feira um questionamento aos diretores-presidentes das duas empresas sobre o gasto.

QUATRO DEPUTADOS DA BASE
Entre os convocados pelo comissão da Assembléia, estão o secretário de Recurso Hídricos, Mauro Arce; o presidente da Nossa Caixa, Carlos Eduardo da Silva Monteiro; o ex-presidente do banco Valderi Frota de Albuquerque e o ex-assessor de imprensa do governo Roger Ferreira. O ex-gerente de marketing da Nossa Caixa Jaime Castro Júnior --que afirmou em uma sindicância interna do banco ter sido pressionado por superiores para direcionar verbas publicitárias-- também foi convocado.
A compra de espaço publicitário pelo governo Alckmin em veículos e programas de quatro deputados da base do governo está sendo investigado pelo promotor Sérgio Turra, da Promotoria da Cidadania.
Os deputados são: Afanázio Jazadi (PFL), que tem programa de rádio; Vagner Salustiano (PSDB), que tem uma revista um programa de rádio; Edson Ferrarini (PTB), que possui um programa de TV; e Bispo Gê (PFL), também da TV. Este último, segundo o promotor, foi o único que negou ter recebido verbas publicitárias do governo.
"A Nossa Caixa faz publicidade normalmente, mas a questão, nesses casos, é saber se houve finalidade política", disse Turra à Reuters "Essa é a tese da denúncia e é o que vamos investigar."
A Nossa Caixa também rebateu as suspeitas. "Os veículos de comunicação, eventos e patrocínios incluídos no plano de marketing são escolhidos com base em regras técnicas, que analisam os públicos de interesse comercial do banco", informou o banco por meio de nota.
O assessor do candidato tucano, Luiz Salgado Ribeiro, descartou, em entrevista à Reuters, qualquer irregularidade na publicidade na revista Ch'an Tao e disse que o fato de o ex-governador aparecer na capa e em uma longa matéria se explica pelo interesse noticioso em torno de seu nome. O próprio Alckmin declarou recentemente que se está procurando "pelo em ovo".
A expressão, segundo assessor, também vale para outro caso que virou notícia nas últimas semanas envolvendo a mulher do tucano. Lu Alckmin teria ganho de presente de um estilista 40 peças de roupa --o que, para alguns, configuraria uma falha ética.

Fonte: Yahoo Notícias 07/04/2006

17 Março 2006

APAGÃO E PRIVATIZAÇÃO



Algumas do Governo FHC (PSDB/PFL)

FHC expôs, numa entrevista, um dos pontos em que o PSDB pretende se diferenciar do PT. Bateu na tecla do “aparelhamento” do Estado pelos petistas, em contraposição ao “profissionalismo” e à “boa gerência” dos tucanos. Mas como classificar a crise de energia de 2001? A privatização mambembe das distribuidoras e o delirante plano de desregulamentação do setor são obra do consórcio formado pelo PFL baiano, o grupo fernandista no tucanato e técnicos que pularam de estatais para multinacionais em troca de polpudos vencimentos. O resultado da parceria foi um desastre. O racionamento diminui em 1,5 ponto porcentual o crescimento do PIB, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas. Consumidores e contribuintes desembolsaram R$ 31 bilhões para cobrir as perdas de geradoras e distribuidoras. O BNDES emprestou R$ 22 bilhões aos investidores no processo de privatização, mas só R$ 7 bilhões foram aplicados na expansão da oferta de energia. Apesar da montanha de dinheiro, o governo viu-se obrigado a socorrer as companhias em 2003 e a descascar abacaxis deixados pelo “competente gerenciamento” do setor. A Petrobras acaba de adquirir a última das três usinas térmicas erguidas com parceiros privados. Gastou cerca de R$ 2 bilhões para evitar um prejuízo de R$ 6 bilhões. A Eletropaulo foi praticamente reestatizada. Para solucionar uma dívida de US$ 1,2 bilhão, o BNDES aceitou 50% das ações da holding que controla a empresa paulista. Os franceses da EDF, controladora da Light, não vêem a hora de dar o pé do Rio de Janeiro, depois de muito prejuízo, polpudos socorros federais e serviços de baixa qualidade. A conta do seguro-apagão, criado para remunerar as 54 usinas emergenciais alugadas no fim de 2001, soma R$ 6 bilhões. Em resumo, representou perdas para os consumidores, ganhos fáceis para os donos das usinas e quase nenhum benefício para o sistema. As usinas permaneceram desligadas a maior parte do tempo. #Sem falar nas Rodovias Federais, que foram abandonadas nos 8 anos de Governo FHC; e foi entregue aos burracos e, agora dizem que aculpa é do Governo Lula?!... Essa é a "boa gerencia" do PSDB/PFL.

Fonte: Portal Mídia Petista 09/03/2006 #Adicionado pelo administrador do Blog Sem Medo da Verdade


28 Fevereiro 2006

ALGUMAS AÇÕES DO GOVERNO LULA


Lula anuncia pacote que estimula a construção civil e a habitação popular.
A senadora Ideli Salvatti e o deputado Carlito Merss, do PT/SC, participaram na semana passada (07/02) da solenidade de lançamento do pacote de medidas que vão beneficiar os setores de habitação popular e construção civil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a iniciativa vai incrementar a oferta de crédito imobiliário, que deve ultrapassar a marca dos R$ 18,7 bilhões, favorecendo também a classe média brasileira. Além disso, serão ampliados os recursos para habitação popular através da desoneração de impostos de produtos de uma cesta básica de materiais de construção. O pacote beneficiando a construção civil é mais uma iniciativa que surgiu de reivindicações de Santa Catarina e que se tornou pauta nacional. As negociações iniciais com o ministério da Indústria e Comércio foram articuladas, desde meados de 2005, pela senadora Ideli e pelo deputado Carlito. Leia mais em www.ideli.com.br

Senadora visita Planalto Norte catarinense
A senadora Ideli Salvatti esteve em Mafra e Canoinhas, no Planalto Norte catarinense, na manhã desta segunda-feira, 13/02. Ideli visitou os CEDUPs (Centro de Educação Profissionalizante da Rede Estadual de Ensino) dos dois municípios, que receberam recursos de emenda apresentada pela senadora no ano passado (R$ 80 mil cada), e também o Hospital São Vicente de Paulo (Mafra), que recebeu R$ 90 mil. Em Canoinhas, a senadora participou ainda da solenidade de assinatura da ordem de serviço para a adequação da travessia urbana de Canoinhas. Segundo o coordenador geral do DNIT/SC, João José dos Santos, o projeto para a realização da obra está orçado em R$ 3,450 milhões, sendo que R$ 1,335 milhão já foram liberados pelo governo federal. O deputado Carlito Merss (PT/SC), relator do orçamento geral da União, também esteve presente. Leia mais em www.ideli.com.br

Governo federal faz balanço das ações dos últimos três anos.
A edição das últimas semanas do Boletim EM QUESTÃO, editado pela Subsecretaria de Comunicação Institucional da Secretaria-Geral da Presidência da República, traz um balanço das ações do governo Lula nos últimos três anos. Mostra que o governo federal está investindo em áreas fundamentais, o que já tem seus reflexos na melhoria de vida de parcela significativa da população. Confira abaixo algumas das ações. A íntegra do boletim está disponível em www.planalto.gov.br (presidência da República/EMQUESTÃO).

Combate às desigualdades
A PNAD - Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios, do IBGE, apontou que a miséria caiu 8% no País entre 2003 e 2004. É o menor número de pessoas extremamente pobres no Brasil desde 1992. Conforme a pesquisa, o número de pessoas situadas abaixo da linha da pobreza caiu de 27,26%, em 2003, para 25,08% no ano seguinte. A PNAD também demonstrou que o País também melhorou em itens, como o número de trabalhadores ocupados e a participação das mulheres no mercado de trabalho.

Fome Zero
O programa, que concentra um conjunto de 31 ações e programas, recebeu investimentos de R$ 27 bilhões. Só em 2005 foram mais de R$ 12,2 bilhões aplicados, em ações articuladas em quatro eixos: ampliação do acesso à alimentação; fortalecimento da agricultura familiar; promoção de processos de geração de renda e, articulação, mobilização e controle social. Além disso, o Fome Zero conta com a participação, em forma de parcerias, de 106 empresas, 100 educadores e 1.256 ONGs.

Bolsa Família
O maior programa de transferência de renda condicionada já feito no País, em dois anos de existência, beneficiou 8,7 milhões de famílias, atingindo 100% dos municípios do Brasil. O Bolsa Família já beneficiou cerca de 77% das famílias com renda per capita de até R$ 100,00 por mês, registrando investimentos da ordem de R$ 6,5 bilhões.

Luz para Todos
Criado em 2003 e parte das ações do Fome Zero, leva energia aos brasileiros do meio rural. Já foram atendidas mais de 2 milhões de pessoas, incluindo assentamentos, comunidades indígenas e quilombolas.

Políticas Afirmativas
Além da adoção da política de cotas e concessão de bolsas de estudos para o ensino superior, foram criados o Programa Nacional da Saúde da População Negra, o programa Brasil Quilombola e a Central de Atendimento à Mulher, com a capacitação de cinco mil profissionais. Foram ainda homologadas a demarcação de 55 terras indígenas, abrangendo 9,8 milhões de hectares.

Educação
O Programa Universidade para Todos - ProUni, que tem a adesão de 1.142 instituições privadas de ensino, ofereceu 112 mil bolsas de estudo para estudantes de famílias de baixa renda. Através do ProUni, os alunos com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio recebem bolsa integral e aqueles com renda familiar per capita de até três salários mínimos recebem bolsa parcial de 50%. Nesta segunda edição, o programa recebeu inscrições de 797.840 estudantes, um aumento de mais de 130% em relação à primeira, no ano passado. Além disso, três milhões de alunos foram beneficiados pelo Programa de Apoio ao Transporte Escolar; o Programa Nacional do Livro Didático distribuiu mais de 120 milhões de livros em 2005; mais de 600 mil alunos com necessidades especiais foram matriculados em 39 mil escolas; três milhões de pessoas com mais de 15 anos foram alfabetizadas e cerca de dois milhões estão em processo de alfabetização em quatro mil municípios; 37 milhões foram beneficiados pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar e 40 mil livros em braile foram editados. O Governo Federal está criando nove novas universidades federais, além de 41 pólos universitários em várias regiões do País.

Assistência Social
Os centros de assistência psicossocial e jurídica a menores tiveram sua capacidade de atendimento expandida para 49,8 mil crianças, em 1.163 municípios. E estão em funcionamento 1.777 Centros de Referência e Assistência Social , dos quais 61 em comunidades quilombolas e 59 em comunidades indígenas. No ano passado foram atendidas 1,6 milhão de crianças até cinco anos, com serviços de creches, pré-escolas, abrigos e famílias acolhedoras.

Saúde
O Sistema Único de Saúde - SUS registrou mais de dois bilhões de atendimentos. Além disso, 63 hospitais aderiram à política de reestruturação dos hospitais de ensino. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - Samu está presente em 330 municípios e assiste 68,3 milhões de pessoas. O Governo Federal tem priorizado a saúde da família como eixo da atenção básica, que conta com 24 mil equipes espalhadas pelo Brasil. Já a cobertura das equipes de saúde bucal está com mais de 12 mil equipes em atuação e foram criados 194 centros de especialidades odontológica, tudo como parte da Política Nacional de Saúde Bucal.

Previdência Social
O Governo Federal está promovendo o censo previdenciário, que busca reduzir as fraudes e desvios de recursos da Previdência Social. Também foram detectadas fraudes em 6.016 benefícios, que resultaram em uma economia mensal de R$ 3,65 milhões. O governo também negociou o pagamento de atrasados, num volume de recursos da ordem de R$ 12 bilhões e reajustou os benefícios de dois milhões de aposentados e pensionistas.

Relações Exteriores
O Brasil teve participação fundamental na criação do chamado G-20 (grupo de países em desenvolvimento), que hoje é reconhecido como legítimo interlocutor do mundo em desenvolvimento junto aos fóruns internacionais. O País sediou a I Cúpula da Comunidade Sul-Americana de Nações. As missões empresariais, organizadas junto as presidenciais, contribuíram para um acréscimo de 50% nas vendas de produtos brasileiros aos países em desenvolvimento.

Segurança Pública
A atuação da Polícia Federal foi reforçada, com a contratação de mais três mil homens; um aumento de 33% no efetivo. O orçamento também foi reforçado, com investimentos de R$ 590 milhões. A Polícia Rodoviária Federal contou com reforço de 2,2 mil novos servidores. Com as medidas, a PF aumentou significativamente suas operações, passando de 20, no início de 2003, para 193, ao final de 2005. Já a campanha do desarmamento reduziu em 8% as mortes por arma de fogo no País.

Combate à corrupção
Nos últimos três anos, foram fiscalizados 981 municípios e foi iniciada auditoria especial para avaliar a gestão de suprimento de bens e serviços. Também foi criado um setor destinado ao combate à lavagem de dinheiro e a Polícia Federal intensificou suas ações contra fraudes na Previdência Social. Somente em 2005, foram descobertas irregularidades em 6.016 benefícios, o que gerou uma economia de R$ 3,65 milhões aos cofres públicos.

Gestão do Estado
O governo adotou o pregão eletrônico no Programa de Compras Governamentais, o que gerou uma economia de 30% nas aquisições do setor público. Foram contratados mais mil funcionários para o Sistema Único de Saúde (SUS) e foram publicadas 25 leis alterando diversas das 35 carreiras existentes no serviço público.

FMI
No final do ano, o Brasil quitou seus débitos com o Fundo Monetário Internacional - FMI, pagando antecipadamente US$ 15,5 bilhões, que venceriam em 2006 e 2007. Com isso, o País vai economizar U$ 900 milhões de juros.

Comércio Exterior
O saldo da balança comercial (exportações menos importações) brasileira de 2005 alcançou US$ 44,76 bilhões. O resultado positivo, 33% maior que o atingido em 2004, se deve ao desempenho expressivo das exportações e importações. As vendas externas tiveram incremento de mais de US$ 24 bilhões no ano passado e fecharam 2005 com US$ 118,3 bilhões. Já as importações totalizaram US$ 73,545 bilhões no ano passado.

Emprego e Trabalho
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - Caged, do Ministério do Trabalho mostra que entre 2003 e 2005, o saldo entre admissões e desligamentos de trabalhadores registrou a criação de 3,57 milhões de empregos com carteira assinada.

Erradicação do trabalho escravo
Desde 2003, foram realizadas 187 ações fiscalizatórias, com 11.217 trabalhadores libertados. Além disso, até outubro do ano passado foram retiradas do trabalho irregular 5.819 crianças e adolescentes.

FAT
Entre janeiro de 2003 e agosto de 2005, através do Proger (Programa de Geração de Emprego e Renda), com verbas do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), foram realizadas 4,9 milhões de operações de crédito, com investimentos de R$ 25,5 bilhões.

Política Industrial
O BNDES, maior banco de fomento do mundo, destinou US$ 11,4 bilhões à indústria nacional. Em conjunto com a iniciativa privada, aprovou-se a Lei de Inovação (fundamental ao incentivo à pesquisa), implementou-se medidas de desoneração dos bens de capital (IPI), o programa de modernização portuária e o comitê de financiamento e garantia das exportações. Até outubro de 2005, 1.010 micro, pequenas e médias empresas foram atendidas pelo Projeto Extensão Industrial Exportadora. Também foi aprovada a chamada MP do Bem, que concede uma série de isenções de impostos em várias áreas da produção industrial e alterações nas tabelas de Imposto de Renda das pessoas físicas.

Microcrédito e inclusão bancária
Foram mais de seis milhões de contas abertas nos bancos públicos, beneficiando uma população excluída do sistema bancário, especialmente trabalhadores informais e de mais baixa renda. O governo lançou o programa de crédito consignado, com juros mais baixos que os praticados pelo mercado, que já responde por 45% das operações de crédito pessoal realizadas no Brasil.

Agronegócio
Em 2005, as exportações do agronegócio alcançaram US$ 42,1 bilhões. O volume de crédito rural também dobrou nos últimos três anos, atingindo R$ 44,4 bilhões na safra 2005/2006. Hoje o Brasil exporta 17,5 bilhões de álcool.

Agricultura familiar
O apoio à agricultura familiar conta com um conjunto de iniciativas (crédito, assistência técnica, seguro agrícola, apoio à comercialização, apoio à agroindustrialização) que está melhorando a vida dos pequenos agricultores. O crédito para agricultura familiar (Pronaf) cresceu de R$ 4,5 bilhões na safra 2003/2004 para R$ 6,2 bilhões na safra 2004/2005 e estima-se em R$ 9 bilhões os recursos para o biênio 2005/2006.

Reforma Agrária
Foram mais de 120 mil famílias assentadas no País em 2005. Nos últimos três anos foram assentadas 237 mil famílias em mais de 16 milhões de hectares. Os recursos em educação nos assentamentos passaram de R$ 10 milhões em 2003 para R$ 40 milhões em 2005. Mais de 130 mil famílias foram beneficiadas com crédito para habitação e construção de cisternas.

Desenvolvimento Regional
Os fundos regionais tiveram seus recursos aumentados, saindo de R$ 2,3 bilhões há três anos para R$ 5,7 bilhões em 2005. O crescimento de 148% da verba possibilitou a geração de postos de trabalho, aumentou a arrecadação de impostos e reduziu o êxodo rural. Os principais fundos são os do Centro-Oeste (FCO), do Nordeste (FNE) e do Norte (FNO).

Turismo
O Brasil registrou o melhor resultado de sua história no turismo nacional. Graças ao Plano Nacional de Turismo, de 2003, foram criadas as condições de gerar 1,2 milhão de empregos, aumentar para nove milhões o número de turistas estrangeiros, gerar US$ 8 bilhões de divisas, elevar para 65 milhões a chegada de passageiros nos vôos domésticos e ampliar a oferta turística brasileira. O crescimento do setor no Brasil está acima da média mundial: 15% contra 10%.

Transportes
O Governo Federal está investindo na infra-estrutura de transportes do País. De 2003 até 2005, 9,1 mil kms de rodovias foram recuperados. O Plano de Revitalização das Ferrovias propiciou investimentos da ordem de R$ 3 bilhões pelas concessionárias na expansão e modernização das malhas ferroviárias. Já a produção dos portos passou de R$ 529 milhões de toneladas, há três anos, para 675 milhões de toneladas. E O Governo Federal também investiu nos aeroportos. A capacidade instalada nos aeroportos cresceu de 97 milhões para 117,3 milhões de passageiros/ano. Foram retomados os projetos de ampliação e implantação ds metrôs de Fortaleza, Recife, Salvador e Belo Horizonte.

Saneamento básico
Na área de saneamento, entre os programas Saneamento para Todos, Saneamento Ambiental em Regiões Metropolitanas e o PAT-Prosanear, o governo contratou projetos de abastecimento de água, serviços de esgotamento sanitário, destinação de resíduos sólidos e drenagem, da ordem de R$ 6,2 bilhões gerando benefícios para 6,9 milhões de famílias.

Habitação
Foram investidos R$ 18,1 bilhões no setor, atendendo mais de 1,1 milhão de famílias. Além de ampliar os investimentos, o Governo Federal redirecionou os recursos para atender prioritariamente as classes de renda mais baixa.

Energia
Neste ano, o Brasil deve anunciar a auto-suficiência na produção de petróleo, uma conquista histórica da Petrobrás. Foi batido o recorde de produção diária, com 1.834 milhão de barris. Estão em preparação ou construção 13 novos gasodutos, totalizando 4.673 kms de redes. O governo promoveu os leilões de energia, negociando R$ 90 bilhões, resultando em 1,37 milhão de GWh para contratos de oito anos. E em três anos foram construídos 9.787 Kms de linhas de transmissão de energia. A indústria portuária foi reativada, resultando em 20 mil novos empregos/ano e investimentos de US$ 1,2 bilhão.

Meio Ambiente
No período de 2004 e 2005, as áreas devastadas em nove estados do País caíram 31%. É o melhor resultado nos últimos nove anos desta política que trabalha o meio ambiente de forma integrada, baseada no desenvolvimento ecologicamente sustentável.

Ciência e Tecnologia
O governo investiu, em 2005, R$ 1,8 bilhão em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Para a concessão de bolsas de estudos foram R$ 598 milhões, um acréscimo de 36% em relação há três anos. O valor das bolsas, congelado há oito anos, foi reajustado em 18%.

Fonte: Assessoria de Imprensa: Terezinha Silva e Cláudio Schuster (Santa Catarina) e Ana Paula Barreto (Brasília) ideli@ideli.com.br - www.ideli.com.br Informativo Semanal do Mandato da Senadora Ideli Salvatti - Nº 101 - 13/02/2006

19 Fevereiro 2006

MARTA SUPLICY DIZ QUE ALCKMIN TÊM GESTÃO INCOMPETENTE


Marta Chamou para o Confronto Geraldo Alckmin

A ex-prefeita Marta Suplicy recomendou ontem a militantes petistas que o PT "não esconda a tragédia do mensalão" e aprenda com a crise para evitar que o tema contamine a campanha. Pré-candidata ao governo de São Paulo, Marta chamou para o confronto Geraldo Alckmin (PSDB) e atribuiu-lhe "gestão incompetente e sem planejamento". Ela acusou o governador de engavetar CPIs na Assembléia, "para esconder a caixa-preta que é a Febem".
"Quando você tem uma tragédia na família, você não esconde", disse em discurso para cerca de 90 correligionários na Câmara Municipal de São Paulo. "Você tem que aprender a conviver com ela. Laborar a dor, o luto. Nós podemos aprender com essa experiência terrível", admitiu, referindo-se ao mensalão. "Faz parte da nossa história. Temos que ser muito mais rígidos no controle financeiro partidário, da coisa pública."
Marta sugeriu cautela aos militantes na campanha, para que não caiam nas provocações dos adversários. "A oposição vai tentar falar da crise sem parar. Não vamos cair na armadilha de discutir ética na campanha", continuou, pedindo o uso da imagem de Lula pelos candidatos para conquistar votos, em especial da camada mais pobre.
Ela aproveitou para atacar a gestão Alckmin. "Falta competência em gerir a coisa pública, é uma política sem planejamento", disse, acusando o governador de subestimar o orçamento desde 1998 para não repassar verba para a educação e saúde e investir o dinheiro na construção do Rodoanel e na calha do Tietê. "Viajo pelo interior e quando pergunto o que ele (Alckmin) fez, as pessoas só lembram de pedágios e presídios", ironizou, prometendo "desmontar o que foi o governo Alckmin".

Fonte: Agência Estado 19/02/2006

Germano Rigotto Com Apenas 2,5%

Rigotto Quer Ser Azarão da Disputa Entre PT e PSDB
Por Carmen Munari e Alexandre Caverni

SÃO PAULO (Reuters) - Ele acha que pode ser o azarão da eleição presidencial, jogando com a rejeição do eleitor à polarização dos dois principais partidos na disputa. O governador gaúcho, Germano Rigotto, pré-candidato do PMDB à Presidência, quer ser a opção a PT e PSDB e garante que vai até o fim da corrida, apesar das apostas de que desistirá antes do primeiro turno para aderir a um dos favoritos.
Moderado na maior parte das idéias, Rigotto, de 56 anos, acabou declarando à Reuters que considera conservadora a política econômica, mas não se furtou em dizer que concorda em conceder autonomia ao Banco Central, desde que a instituição dê transparência às decisões e preste contas à sociedade e ao Congresso.
"O BC é uma caixa preta", disparou Rigotto, político formado em odontologia e direito e três vezes deputado federal pelo PMDB.
Mas antes que possa levar adiante suas idéias, ele precisa vencer as prévias contra o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, marcadas para 19 de março. A segunda etapa, como ele mesmo reconhece, é garantir quórum à convenção do partido em junho, quando o candidato é chancelado pela legenda e registrado na Justiça eleitoral.
Precisa também atrair a ala governista do partido, que defende que a legenda permaneça ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a disputa.

PESQUISA
Mesmo com as adesões, Rigotto ainda está longe da opção do eleitor. Recente pesquisa do instituto Sensus indica que o governador gaúcho tem 2,5 por cento das intenções de voto, enquanto Garotinho aparece com 10,5 por cento no primeiro turno, num cenário com Lula e José Serra (PSDB).

Fonte: Yahoo Noticías 19/02/2006

18 Fevereiro 2006

LULA INVESTE NO BRASIL R$ 7,76 BILHÕES


Lula em 30 dias Promove Obras no valor de R$ 7,76 bilhões

Brasília- As principais ações anunciadas pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos 30 dias, foram classificadas pelos parlamentares da oposição como eleitoreiras, porém, representa para a nação um investimento aproximado de R$ 7,76 bilhões. As medidas tomadas por Lula incluem o aumento do salário mínimo, o reajuste da tabela do Imposto de Renda, a operação tapa-buracos, além de convênios pra construir e aparelhar hospitais e também para levar energia elétrica às regiões mais pobres do Brasil.
Esse valor deve aumentar ainda mais nas próximas semanas com o anúncio de um pacote para área de habitação, com abertura de linha de crédito de R$ 8,5 bilhões, para atingir a classe média. Outro pacote nesse setor, com foco nas camadas mais populares, também está sendo estudado e pode ultrapassar R$ 6,45 bilhões.
Acusado pelos adversários (PSDB / PFL) de usar essas ações para fazer campanha, Lula não têm se preocupado com as críticas e procura todos os espaços possíveis para divulgar suas ações.
O aumento do salário mínimo de R$ 300,00 para R$ 350,00, a partir de abril, beneficia diretamente cerca de 40 milhões de pessoas, incluindo 16 milhões de aposentados e pensionistas da Previdência. Com o reajuste de 8% na tabela do IR, a partir de fevereiro, todos os trabalhadores que recebam até R$ 1.257 ficaram isentos de recolhimento na fonte.
Longe de se incomodar com as críticas da oposição, o Presidente Lula já avisou que não interromperá suas viagens por causa dessas queixas. “Acho que os adversários querem que eu defina logo que sou candidato, porque aí eles querem me proibir de viajar o Brasil, como estou viajando”, afirmou Lula, no Acre. “Até junho, meus adversários vão ficar zangados. Mas eu não estou candidato. Até junho, eu sou presidente da República para governar este país e inaugurar as coisas que temos de inaugurar”, acrescentou.

Fonte: Jornal Diário do Sul 30/01/2006

04 Fevereiro 2006

Bateu, Levou !... (Jean Scharlau)

Ameaça Fascista?
http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed106/jose_arbexjr.asp

Prezado vidente José Arbex Júnior,

Você tem esquecido de limpar sua bola de cristal, ou sua visão é que tem andado turva?
O título e conclusão de sua simplória previsão, ``para dizer o mínimo``, ``trai`` a confiança de seus leitores que, como eu, esperavam jornalismo e não achismo, alarmista e sem o menor fundamento na realidade - mais uma voz para o coro dos insultantes, mais uma mão para o batalhão de apedrejadores. Sua ``previsào`` e ``alerta`` insultam especialmente ao presidente da república, aos militantes do PT e a seus leitores - diretamente. Indiretamente insultam a toda a população brasileira que tem feito um esforço imenso para tentar entender os complexos métodos, o triste modus operandi da ``classe`` política e econômica brasileira, o poder que nos domina e submete há séculos, e modificar isto através das possibilidades democráticas de pressão. Seu ``previdente`` artigo ofende ao povo brasileiro, pois em vez de esclarecer, revelar, serve apenas para empanar esse bolinho de enxovalhamento que ora nos têm sido apresentado como oferta diária de refeição por todas as grandes empresas midiáticas que, se não me falha a memória, pertencem a essa ``elite`` política e econômica que tão generosamente você absolve de culpa e envolvimento. Os erros do governo Lula-PT têm ocorrido justamente em função de ser um governo excessivamente negociador, inclusive com setores imerecedores porém poderosos e ameaçadores o suficiente para manterem-se no negócio. Você captou fascismo no ar, prevendo-o ainda maior no futuro, e atribuiu a responsabilidade às vítimas, sem fazer qualquer esforço por demonstrar sequer indícios de tal disparate. Isto me leva a concluir que todo o fascismo que você prevê em seu artigo está contido nele mesmo.

Atenciosamente,
Jean Scharlau

Porto Alegre - RS www.jeanscharlau.blogspot.com www.olobo.net

Fonte: Jean Scharlau Email 03/02/2006

ARTIGO DA SENADORA IDELI SALVATI (PT/SC)

É por estas e outras...

É por estas e outras que começo o ano com a cabeça erguida, o coração cheio de esperança e cada vez mais PT. Basta um rápido balanço para confirmarmos que estamos, sim, mudando a cara do Brasil para melhor. Os que buscaram atalhos edesvios não podem ofuscar o que construímos nestes três anos de governo Lula. Estamos no caminho certo. E especialmente do lado certo. Vamos, sim, jogar fora a água suja da banheira. Mas, por favor, deixem à criança em paz! Há um discurso fácil, mas falso, segundo o qual basta tirar o PT do governo para tudo ficar resolvido. Mas resolvido para quem? Só se for para quem quer voltar ao poder. Uma elite política que certamente foi quem mais sujou a água, pois, de uma forma ou de outra, dominou o Estado brasileiro desde sempre e nele construiu um complexo sistema de corrupção. Agora pousa de santa. Se no PT houve os que se deixaram seduzir pelas ilegalidades, devem ser punidos. Se o partido não conseguiu fazer melhor para extirpar esse câncer do Estado, deve sercriticado. Mas é preciso ter cuidado para não se entrar no jogo de quem quer, na realidade, punir quem levou o programa Bolsa-família para 8,7 milhões defamílias, deixando o país com a menor proporção de pessoas vivendo em condições miseráveis desde 1992. Quem promoveu a maior distribuição de renda dos últimos 23 anos. Quem gerou 3,8 milhões de empregos em apenas três anos, fazendo mais do que o dobro do resultado conseguido pelo governo anterior. Quem elevou o salário mínimo ao mais alto patamar dos últimos 20 anos - dobrando seu valor de compra em relação à cesta básica em comparação com 2003 - e aliviou o Imposto de Rendapara a classe média, com o reajuste da tabela em 8%. Não vamos deixar que a água suja turve nossa visão. Ou podemos jogar fora o crescimento econômico e nossa soberania. Seria como punir quem recusou novos acordos com o FMI. Quem, ao pagar US$ 15,5 bilhões da dívida antecipadamente, gerou uma economia de quase US$ 1 bilhão, reduzindo em 40% a dívida externa brasileira - outro câncer a maltratar nosso país e nosso povo. Quem valorizou defato a Federação, com um crescimento real de 13% no Fundo de Participação dos Estados e no Fundo de Participação dos Municípios, entre 2004 e 2005. Uma sentença injusta e estaremos punindo o governo que fará de 2006 o melhor da história de Santa Catarina no orçamento, com R$ 500 milhões para investimentos. Que cumpriu suas duas principais promessas de campanha: a recuperação do Besc como banco público, gerando lucro e eficiência a serviço do desenvolvimento de Santa Catarina; e a duplicação do trecho Sul da BR-101, maior obra rodoviária de todo o País. Ao final de quatro anos, governo Lula terá investido R$ 44 milhões na melhoria da BR-470. Pela primeira vez, nossos quatro portos (Itajaí, São Francisco do Sul, Laguna e Imbituba) têm obras feitas com recursos federais. O Consórcio da Juventude, programa para qualificação de adolescentes de baixarenda que buscam sua inserção no mercado de trabalho, já beneficia 1.200 jovens na Grande Florianópolis. Santa Catarina é o único Estado brasileiro que terá duas novas unidades do Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) inauguradas em 2006, em Joinville e Chapecó. E mais uma em Araranguá. A interiorização da UFSC está garantida, com unidades em Araranguá, Tubarão e Lages. Novas virão este ano, atingindo oito regiões. Por falar em UFSC, o Hospital Universitário, recebeu R$ 1,8 milhão do governo Lula para obras na UTI e equipamentos. E por falar em saúde, a primeira farmácia popular - das 11 que teremos no Estado -foi inaugurada em Rio do Sul. Mas como saúde não é só remédio, mas prevenção, um dos maiores investimentos dos últimos tempos e o abastecimento de água e saneamento está garantido, mediante convênios da Fundação Nacional de Saúde com o governo do Estado e com 60 prefeituras, novalor total de R$ 31 milhões. É por essas e muitas outras coisas que me orgulho de ter ajudado o governoLula a melhorar o Brasil e nosso Estado. A disputa política será dura, especialmente neste ano. Só não pode ser tão suja quanto a água da banheira da corrupção, que deve ser jogada fora. Tenho trabalhado para isso. Mas, como já disse, deixem à criança em paz! Ela é o novo Brasil, que merece a chance de crescer e ser feliz.

Senadora Ideli Salvatti (PT/SC) - Artigo publicado no dia 16/01/06, no Jornal A Notícia.

Fonte: Informativo Semanal do Mandato da Senadora Ideli Salvatti - Nº 100 -31/01/2006

01 Fevereiro 2006

ALCKMIN LIBERA COBRANÇA DE ASSINATURA E PAULISTAS FICAM OBRIGADOS A PAGAR


Jeito Tucano de Governar II

Alckmin veta fim da cobrança de assinatura do telefone em SP. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) vetou o projeto de lei que proibia a cobrança de assinatura mensal para os serviços de telefonia fixa ou celular em São Paulo. O projeto, de autoria do deputado estadual Jorge Caruso (PMDB), havia sido aprovado no fim de dezembro na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Com isso, o consumidor em São Paulo continua sendo obrigado a pagar cerca de R$ 40 (com impostos) por mês pela assinatura, que dá direito a uma franquia mínima de 100 pulsos --que será transformada em 200 minutos a partir de março. O projeto estipulava uma multa dez vezes superior ao valor da cobrança feita ao usuário caso as empresas de telefonia continuassem a incluir a assinatura nas contas.E a população corre o risco de sentir os “vetos neoliberais” em âmbito nacional...


Fonte: Portal Mídia Petista Blogspot 20/01/2006

JOSÉ SERRA PROMOVE AUMENTO DE 120%


Jeito Tucano de Governar I
Justiça reduz imposto sobre compra de imóvel em São Paulo. Os contribuintes do Município de São Paulo tiveram nova vitória na Justiça, em segunda instância, para o pagamento do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis pela regra antiga. O ITBI é um imposto municipal pago quando se faz a escritura definitiva ou a transferência de propriedade do imóvel na venda. O cálculo mudou por conta de um decreto do prefeito José Serra, em agosto de 2005, reajustando o Imposto. A alteração provocou críticas de contribuintes e advogados tributaristas. É assim a administração tucana. É por isso que propôs o fim da taxa de lixo, com a intenção de obter arrecadação extra com a correção da tabela do ITBI POR DECRETO. Por que não mandou projeto de lei para a Câmara? Em alguns casos, o valor do imposto pode aumentar em mais de 100%. Para transferir para seu nome um imóvel em Pinheiros (zona oeste) a contribuinte pagaria, pela regra antiga, R$ 8.800. Com a mudança efetuada pelo Prefeito José Serra, ela teria de pagar R$ 19.400 em outubro --um aumento de 120%.E a classe média que se acha a mais bem informada talvez tenha que engolir essa...

Fonte: Portal Mídia Petista Blogspot 20/01/ 2006

SERRA, TEU PASSADO TE CONDENA



Serra, Teu Passado Te Condena

JOÃO FELICIO *
Pelo rádio CBN, na manhã da última terça-feira, ouvi o prefeito José Serra tecer suas considerações sobre o que deveria ou não ser feito para o país avançar rumo a indicadores mais positivos. Natural, pois como todos lembram, os oito anos de Fernando Henrique Cardoso, do qual Serra foi ministro e candidato, foram pródigos em tentar destruir sistematicamente as conquistas do nosso povo, particularmente dos trabalhadores.Por que o presidenciável não fala da tentativa de flexibilização de direitos, com a supressão do artigo 618 da CLT, barrado pelo presidente Lula em atendimento ao clamor das centrais sindicais? E os R$ 40 bilhões tirados dos cofres públicos para uso eleitoreiro, em 1998, na desesperada tentativa de manter a paridade artificial do dólar? E os mais de R$ 100 bilhões arrecadados com a privatização do patrimônio público nacional, dos quais não se sabe o paradeiro a não ser para o pagamento de juros da dívida? E a política externa subserviente, na qual um representante do Estado brasileiro chegou até mesmo a retirar seus sapatos para ser aceito em território norte-americano? Como querer agora varrer para baixo do tapete as escandalosas privatizações, o desmantelamento do Estado público para beneficiar os cartéis estrangeiros, a desnacionalização de empresas e bancos, o desemprego em massa, a precarização e o brutal arrocho salarial? Como justificar a demagógica e irresponsável paridade que provocou rombos constantes na nossa balança comercial, estimulando o importacionismo e a quebradeira das nossas empresas? Com todas as divergências que temos contra a manutenção dos altos juros e do elevado superávit primário, é inquestionável que não há paralelo algum de comparação entre um governo e um desgoverno, um presidente e um serviçal.
Querem que esqueçamos quem foi FHC quem multiplicou por dez a dívida interna, que dilapidou nossos patrimônios públicos e privados, que comprometeu nossa soberania ao entregar estatais estratégicas para o nosso desenvolvimento, deixando uma bomba relógio econômica e social prestes a explodir no colo do novo governo? Usemos da nossa memória para aprender com o passado e fazer a roda da história girar para frente.

*É presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Fonte: Portal Mídia Petista 22/01/2006

Mais de R$ 10 Bilhões Acima da Expectativa

ESSA É A LUTA DO GOVERNO LULA

O superávit primário acumulado pelo governo no ano passado superou a meta fixada para 2005. Nem a elevação dos investimentos no final do ano foi suficiente para prejudicar o resultado: uma economia de 4,84% do PIB, mais de R$ 10 bilhões acima da expectativa.
No esforço para pagar os juros da dívida pública, o governo conseguiu economizar além da meta fixada para o ano passado, que era de 4,25% do Produto Interno Bruto.
O superávit primário, a diferença entre o que se gasta e o que se arrecada, ficou em 4,84% do PIB. Isto é, depois de somar todos os gastos, governo federal, estados e municípios, economizaram para pagamento de juros da dívida R$ 93,5 bilhões, quase R$ 11 bilhões além do previsto.
Mas nem mesmo essa economia foi suficiente para pagar o total de juros da dívida em 2005, que foi de R$ 157 bilhões. A diferença entre este valor e a economia do governo dá R$ 63,5 bilhões. E ela foi incorporada à divida pública, que aumentou em valores absolutos.
Altamir Lopes, chefe do departamento econômico do Banco Central diz que “a dívida líquida do setor público até recua um pouco em relação a 2004. Ela na verdade recuou 0,1%. Talvez não seja tão significativo mas o fato de ter se estabilizado é que é o importante”.
Mas Roberto Ellery, economista da UNB, alerta para o risco do aumento de gastos públicos em ano eleitoral. Sobretudo com salários e programas sociais: “o trabalho do Banco Central de reestruturação da dívida pública deve ser mantido, é importante e que a necessidade de reformar tanto o gasto quanto a arrecadação do governo continuam primordiais”.

Fonte: Jornal da Globo (JG) 30/01/2006

VEREADORES DO PSDB,PDT E PP SÃO FLAGRADOS



Vereadores dos Estados do Sul fazem turismo com dinheiro público. Políticos tomaram banho de mar e fizeram compras no Paraguai.

Vereadores e servidores de câmaras municipais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná usaram dinheiro público para fazer turismo. O abuso foi mostrado pelo repórter da Rádio Gaúcha, Giovani Grizotti, que participou em janeiro de cursos ministrados em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e Foz do Iguaçu, no Paraná. Com uma câmera escondida, o repórter comprou por R$ 200 o diploma de um curso sobre Lei de Responsabilidade Fiscal ministrado no Paraná.
Com o pretexto de participar dos cursos, políticos dos três Estados tomaram banho de mar, viajaram para o Paraguai e visitaram as cataratas de Foz do Iguaçu. Um grupo de políticos gaúchos também foi flagrado assediando prostitutas na principal avenida da cidade paranaense.
De acordo com a reportagem de Grizotti, os vereadores de São Martinho, no Rio Grande do Sul, receberam diárias de R$ 350. Sérgio Hartmann (PP), presidente da Câmara da cidade, que não sabia que estava conversando com um jornalista, calculou que sobrariam R$ 1.250. Julio Cézar da Rocha Duda (sem partido), presidente da Câmara de Nonoai, Rio Grande do Sul, admitiu que voltaria para a cidade antes do final do curso, mas receberia diárias referentes ao período integral. Para isso, afirmou que teria de ficar escondido em sua cidade.
É o meio de o vereador ganhar uns trocos por fora – disse Nery Petter (PSDB), presidente da Câmara de Vereadores do município gaúcho de Lindolfo Collor.
Segundo Antonio Vandir Meurer, do PDT de Rio Pardo, Rio Grande do Sul (PDT-RS), sobrou mais dinheiro devido à redução do número de vagas na câmara de sua cidade. Em Rio Pardo, o número de vereadores era de 19. – Com nove, nós viajamos todo o mês – disse Meurer.O Ministério Público e o Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul vão investigar as denúncias. Se o abuso for comprovado, os vereadores correm o risco de perder o mandato.

Fonte: CLICRBS E RÁDIO GAÚCHA 31/01/2006

25 Janeiro 2006

"Aero-Lula", Muito Criticado Mas Porque Não Mostram os Resultados !?

O Brasil de Mãos dadas Com o Mundo

Relações Exteriores
O Governo Lula foi duramente criticado, pela oposição e pela mídia partidarizada, ao iniciar sua presença marcante no cenário mundial com a eronave nova; pois, estavam esses habituados a inúmeras viagens do governo anterior (FHC), sem apresentar resultados expressivos. O melhor desempenho de FHC, na soma de todas as suas viagens internacionais, foi igualar a marca que o papa João Paulo II obteve em 24 anos.
No entanto, o Governo Lula no cenário mundial, apresentou pontos marcantes, como: A defesa dos direitos fundamentais dos povos; Um mercado internacional mais justo e equilibrado, que viabilize a inclusão social das populações carentes; Um mundo onde o diálogo assegure a paz entre as nações. Ao longo da sua presidência Luiz Inácio Lula da Silva e várias missões comerciais visitaram mais de 55 países, enquanto o Brasil recebeu 50 visitas de governantes, sempre com o objetivo de incrementar as exportações brasileiras sem perder de vista os princípios humanitários.
O Brasil esteve presente em todos os países da América do Sul e recebeu em Brasília chefes de Estados e de governo de todos eles. Aliados fundamentais e de peso como a China também foram visitados e aqui estiveram, sempre acompanhados de grandes missões, que estreitaram os laços comerciais, culturais e sociais entre as nações.
As relações com a África foram incrementadas com a visita a 10 países daquele continente. Como conseqüência imediata, essa política de colocar cada vez mais o Brasil em contato com o mundo gerou resultados surpreendentes na balança comercial brasileira.
Veja este dado: o Brasil exportou um total de US$ 1,4 bilhão para 13 países como Libéria, Trinidad e Tobago e Estônia, com os quais praticamente não tinha relações comerciais. Só para países da África, após a visita do presidente Lula, o volume de vendas brasileiras aumentou 43,6% de janeiro a outubro de 2004, em relação a igual período de 2003.
E no mercosul as exportações representaram 61% de aumento em comparação ao ano de 2003.
A ênfase da política externa tem como objetivo o desenvolvimento de uma nova geografia comercial, com o estabelecimento de alianças e parcerias comerciais com novos países, especialmente aqueles ainda em desenvolvimento. Ao se criar essa parceria, viabilizam-se não só os benefícios diretos do aumento do relacionamento comercial, refletido nas exportações, mas também o reforço da posição negociadora do País nos fóruns internacionais.
O sucesso alcançado na Organização Mundial do Comércio (OMC), em relação à demanda pela redução de subsídios concedidos por países mais desenvolvidos a produtos que o Brasil também exporta, como o algodão, é um exemplo de que a política externa do Governo Lula está sendo bem-sucedida. Hoje, o Brasil é respeitado no cenário mundial não só como um bom parceiro comercial, mas também como um País importante na tomada de decisões que influem no relacionamento multilateral.
As posições assumidas pelo Brasil hoje refletem a mudança da política externa em relação ao modelo anterior, como a contestação, feita aberta e claramente, de muitas das posições defendidas pelos países mais desenvolvidos. Foi esse movimento de contestação que permitiu a criação do G-20, grupo de países em desenvolvimento, que hoje é ouvido nos fóruns internacionais e reconhecido como legítimo interlocutor do mundo em desenvolvimento.
Alinhado com essa mobilização mundial, o Governo Lula prioriza também na política externa a preocupação com temas sociais que orientam toda a política interna.
A Campanha Mundial de Combate à Fome, lançada pelo Brasil no plenário das Nações Unidas, conseguiu a adesão imediata de 60 chefes de Estado e governo que estavam presentes ao evento. No total 141 países apoiaram a posição brasileira. Hoje o tema é alvo de profundos estudos nos fóruns internacionais, que buscam formas de viabilizar o financiamento das políticas necessárias para combater um problema que atinge boa parte da humanidade. Além de significar um grande avanço na visão internacional do combate à fome, esse tipo de mobilização ajuda a imprimir uma nova visão de conjuntura aos organismos internacionais de financiamento, como o Banco Mundial. A necessidade de se criarem formas de atender às demandas sociais dos países menos desenvolvidos já é um fator cada vez mais levado em consideração na hora de conceder um empréstimo a esses países. E o Brasil pode se orgulhar de ter contribuído para essa mudança.

Fonte: IstoÉ Dinheiro 13/11/2002, Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República (SECOM/PR), Casa Civil Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

Menos Impostos, Mais Empregos

DESONERAÇÃO

Diminuir impostos para gerar mais investimentos, emprego, renda e, sobretudo, baratear o custo da alimentação para a população mais carente. Essa tem sido uma prioridade do Governo Lula, que já adotou nesses últimos anos uma série de medidas de desoneração tributária que contribuíram para melhora da economia.

Para incentivar os investimentos, o governo reduziu o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de máquinas e equipamentos de 5% para 2% (e deve chegar a 0% até o final de 2006). Além disso, instituiu o regime de depreciação acelerada e reduziu o prazo para a compensação da Cofins na compra de máquinas e equipamentos.

Para estimular o micro e pequeno empreendedores, que faturam até R$ 36 mil por ano, o governo encaminhou ao Congresso projeto de lei com dois objetivos: reduzir e simplificar o pagamento de impostos e contribuições e aumentar a formalização desse setor. Outro projeto também em tramitação no Congresso prevê isenção de vários impostos para as universidades que oferecerem bolsas de estudos a estudantes carentes.

Por fim, mas não menos importante, foi adotada uma série de medidas para baratear o custo dos alimentos consumidos pela população mais carente. As alíquotas do PIS e da Cofins foram zeradas (0%) para os produtos da cesta básica, como arroz, feijão, farinha de mandioca, ovos e hortifrutigranjeiros. Também foram reduzidos os impostos de produtos essenciais para agricultura, como adubos, fertilizantes, defensivos agrícolas, sementes e vacinas para os animais. Para as cooperativas foi dada a isenção da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Resultado: os custos de produção e comercialização de alimentos foram reduzidos e o governo conseguiu ampliar as políticas sociais de segurança alimentar.

Fonte: Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República (SECOM/PR), Casa Civil Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

24 Janeiro 2006

2005: ANO DA DEFLAÇÃO E DA VALORIZAÇÃO DO REAL


IGP-M FECHA 2005 COM MENOR ALTA DESDE 1989
RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA -
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) fechou o ano com alta de 1,21 %, a menor elevação em pelo menos 16 anos, favorecido pela valorização do real frente ao dólar, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Em 2004, o índice, usado para corrigir tarifas públicas e outros contratos, havia subido 12,41%.
"2005 foi o ano da deflação, da forte valorização cambial e do efeito disso nos preços do atacado", disse o economista da FGV Salomão Quadros a jornalistas.
O IGP-M é especialmente sensível às oscilações cambiais porque 60% do seu peso corresponde aos produtos do atacado, muitos dos quais são referenciados em dólar. Em 2005, até quarta-feira, o real acumulou uma valorização de 13,17% frente ao dólar.
No ano, o Índice de Preços no Atacado (IPA) teve queda de 0,96 %. Os produtos que mais ajudaram a conter o sub-índice em 2005 foram os agropecuários, enquanto os combustíveis, por conta do choque do petróleo, exerceram uma pressão de alta.
No ano, os preços de bovinos caíram 10,35% e os de aves, 18,27%. O preço do leite in natura recuou 14,05% e o do ferro guza, 37,94%.
Alguns produtos que tiveram as maiores elevações de preços foram o óleo diesel (12,84%), o óleo combustível (22,23%), a laranja (49,80%) e a gasolina (9,89%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em 2005 teve queda de 1,22%. Ou seja, ficou com a marca de 4,98%, contra 6,20% no ano de 2004.
O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) encerrou 2005 com variação positiva de 6,84%, frente a 10,94% em 2004.

ALÍVIO PARA O IPCA
Quadros afirmou que a tendência do IGP-M acumulado em 12 meses é permanecer em patamar baixo pelo menos até o fim do primeiro ou segundo trimestres de 2006.A partir daí, o indicador pode voltar a subir à medida que as deflações registradas em 2005 entre maio e setembro e em dezembro-- sejam substituídas.
O economista frisou, contudo, não detectar sinais de pressão sobre a inflação no curto prazo. A expectativa da FGV é que, no próximo ano, o índice fechado supere o nível de 1,21%, uma vez que a valorização forte do real não deve se repetir, mas permaneça em patamar reduzido.
"Não vai voltar para taxas de dois dígitos", disse Quadros.
Ele destacou que a taxa recorde de baixa deste ano do IGP-M contribuirá para conter o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2006, usado como parâmetro para o regime de metas inflacionárias, na medida em que conterá os reajustes dos preços administrados.
"Os preços administrados, que sempre subiam muito acima da média da inflação e foram obstáculo para atingir a meta de inflação, em 2006 vão ser um facilitador do atingimento da meta (de inflação)", afirmou Quadros. "Então esse resultado (do IGP-M) tem um impacto direto sobre a inflação ao consumidor e sobre a política monetária."

DEZEMBRO
Em dezembro, o IGP-M registrou deflação de 0,01%, frente a uma inflação de 0,40% em novembro. Economistas ouvidos pela Reuters previam deflação de 0,05% em dezembro e alta de 1,16% para 2005.
O IPA caiu 0,27% em dezembro, ante alta de 0,40% em novembro. O IPC subiu 0,52% neste mês, contra alta de 0,46% no anterior.
O INCC teve variação positiva de 0,38% no mês, ante 0,29% em novembro.
O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.O resultado de 2005 foi o menor da série histórica, iniciada em 1989.

Fonte: Yahoo Notícias (Isabel Versiani) 29/12/2005

22 Janeiro 2006

Por Que Não ao Impeachment !?


Por Que Lula Não Sofreu o Impeachment ??

Roberto Busato explica por que o Conselho da Ordem não aceitou o pedido de impeachment do presidente Lula. O Conselho da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) rejeitou a proposta de pedir imediatamente o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A autora do pedido, Elenice Carille, conselheira pelo Mato Grosso do Sul, reforça que a negativa de Lula perante os escândalos de corrupção em seu governo é uma postura grave que já poderia levar este pedido adiante.
Entretanto, a maioria das delegações dos 22 Estados brasileiros que participam do Conselho achou que o momento ainda não seria o adequado para tramitar um processo de impeachment de Lula. O presidente da OAB nacional, Roberto Busato, acredita que seja necessária a confirmação dos fatos, antes de se transcorrer com o impeachment.
Busato salientou, ainda, a forte popularidade de Lula perante a população por causa de seu passado político. O presidente Lula tem um passado muito diferente do que tinha o presidente Fernando Collor na ocasião do impeachment. Lula tem uma história de pelo menos 25 anos de militância partidária, fundou o Partido dos Trabalhadores. Seus trabalhos e suas posturas até a chegada a Presidência da República criaram uma mística irrepreensível à sua figura, como uma pessoa ligada à ética, à moral e ao bem-estar do povo brasileiro. Isso lhe deu estrutura para enfrentar as denúncias de corrupção. Em entrevista a ÉPOCA Online, Roberto Busato explicou a postura da instituição perante a crise política, comentou a popularidade de Lula e ressaltou as medidas que a OAB tomará caso os esquemas de corrupção sejam confirmados.

Fonte: Época Online 19/11/2005 GRAZIELA SALOMÃO PEIXE

15 Janeiro 2006

"SUCESSO" QUE A MÍDIA NÃO QUER MOSTRAR!




A HERANÇA DO FERNANDÃO

Surgiu a história do mensalão, a notícia correu logo na multidão, os mais animados desfilaram no congresso com o Lulão; mas cadê o Jefferson com as provas para a comprovação!?...

A história foi esticando, o Jefferson foi apontando e, muita gente foi entrando. O Roberto tão camarada queria apenas mostrar que era amigo da rapaziada.

Ele promoveu um grande bailão, levou todos para o meio do salão e, convidou até o PC; que em outros bailes só dançava com FHC.

O PT ficou acanhado, não estava acostumado, procurou sua parceira Ideli, que aprendia uns passes com a CPI.

Roberto Jéferson, índio velho prevenido já sabia do tamanho do pepino. E apontou alguns membros da CPI, para dançar naquele baile ali.

Os mais animados prontamente correram para o seu lado, mas o tiro saiu pela culatra, porque esqueceram que a cueca do Jeff também era forrada.

E esse baile parece não ter fim, porque a cada dia surge em Brasília uma nova CPI. A oposição fica até contente, porque assim quem sabe dança até o presidente.

O presidente da gente não pode nem um pouco olhar o que passa no salão, porque já estão dizendo que ele está metendo à mão.

Meter a mão! È coisa do Fernandão, coisa que não é tão antiga: mas coitado do povo que não se liga.

Um amigo velho já me dizia... Que lá em Brasília, volta e meia surgia uma CPI para despertar uma panela velha que existia por ali, todos trabalhavam dia e noite para ver se caçava o rato, mas acabaram descobrindo foi um balaio de gato.

E ele continuava me dizendo, que sai Fernando entra Fernando, sai cruzado entra cruzeiro, naquela época tudo era real, mas cadê o nosso dinheiro?!...

Naquele baile também teve muita gente, e quem tocou a mão na gaita teve que contar porquê, mas , no baile do Jeff quem ta dançando é o PT .

No bailão do Robertão, o gaiteiro era muito bom, os mais animados afirmavam que nunca tinham dançado junto a essa melodia. Mas quem era o gaiteiro que tocava no baile do PC FARIAS !?...

Vão acabar dizendo que sou puxa-saco do PT; eu não esquento, porque depois de tanta CPI só falta sobrar pra mim.


Fonte: Breno 25/06/2005

Por Que Lula Pegou Um Enorme Abacaxi !?


PORQUE ...
GOVERNO FHC (PSDB/PFL) É ALTAMENTE INDISCIPLINADO!

Segundo Michel Mussa, ex-economista-chefe do departamento de Economia do FMI de 1991 e hoje membro do influente Institute for International Economics (IIE), de Washington; Mussa confirma que a dívida pública cresceu como conseqüência dos gastos para manter a cotação do Real em meados e no final da década de 90. O governo FHC usou US$ 35 bilhões em reservas e emitiu títulos de dívida atrelados ao dólar, em 1997, 1998 e no início de 1999. Essas emissões, combinadas com a depreciação do Real, contribuíram para um crescimento da dívida no valor aproximado de 15% do PIB.
Outro fator chave foi o gasto fiscal durante o governo Fernando Henrique Cardoso. O governo foi altamente indisciplinado, houve explosão de gastos, em particular nos primeiros quatro anos.
E se não bastasse, no final do Governo FHC, a inflação na cidade de São Paulo em outubro, era de 1,28%, a maior em 26 meses. A gasolina reajustada nas refinarias pela Petrobrás em 9%, subiu muito acima disso em diversos postos. O gás de cozinha teve aumentos de até 23%, o que levou a Agência Nacional do Petróleo a voltar a falar em controles de preços. As passagens aéreas aumentaram 4%, depois da alta de 16% do querosene. Índices que captam preços ao atacado, como o IGP-M, já rondam numa velocidade próxima a 18% ao ano. Não foi por menos que Ilan Goldfajn, diretor de Política Econômica do Banco Central, no governo FHC, admitiu que “De fato, as previsões se deterioraram bastante”. E, para piorar, não são mais apenas os preços controlados pelo governo, como os combustíveis, que pressionam a inflação. A indústria, com suas margens de lucro espremidas pela desvalorização do real há pelo menos três anos (2000/ 2001/ 2002), já enfrenta de peito aberto o varejo numa guerra para repassar seus aumentos de custo. O especialista em índices de preços, como o economista Heron do Carmo, da Fundação Instituto de Pesquisas da Universidade de São Paulo, cita que o óleo de soja, por exemplo, já registrava aumento de mais de 45% só em 2002; a farinha de trigo subiu 30,8%; o sabão em pó, 13,91%; o pão francês, 28,7%; a geladeira, 10,3%. Em compensação, os preços dos serviços estão contidos pela recessão. Muitas empresas pretendem reajustar seus produtos em pelo menos 10%, alegando aumentos nos custos com transporte, aço, plástico, vidro, embalagens e matérias-primas em geral.

RESUMINDO: o governo FHC ficou entorpecido pelo populismo cambial; promoveu arrocho salarial; recessão nacional; um enorme gasto fiscal; o endividamento internacional. Mas todos viram também o apagão; a privatização que resultou na comercialização da nação e, não resolveu o problema da inflação.

Fonte: Revista IstoÉ Dinheiro 13/11/2002

08 Janeiro 2006

O BRASIL MAIS INDEPENDENTE


Brasil quita nesta sexta-feira dívida de US$ 15,44 bilhões com o FMI

O governo brasileiro conclui hoje (23) o pagamento das dívidas do País junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo comunicado divulgado pelo Banco Central, ontem mesmo foi feita uma remessa no valor de US$ 2,04 bilhões ao Fundo. Hoje, serão liquidados os US$ 13,4 bilhões restantes, perfazendo o total de US$ 15,44 bilhões.Ainda de acordo com o Banco Central, do valor total entregue ao FMI 59% (US$ 9,09 bilhões) são dólares; 25% (US$3,94 bilhões) foram pagos em euros; 9% (US$ 1,34 bilhão) em ienes e 7% (1,07 bilhão) em libras esterlinas. Os recursos saíram das reservas internacionais do País.A dívida com o FMI vencia em parcelas a serem pagas até dezembro de 2007. No entanto, o governo brasileiro decidiu antecipar os pagamentos, conforme foi anunciado no último dia 13. Na ocasião, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, divulgou nota afirmando que a quitação da dívida com o FMI foi possibilitada pela melhora dos fundamentos da economia brasileira. Na mesma nota, o ministro informou que a quitação da dívida não prejudicaria a relação do Brasil com o FMI.PPI - O país é sócio do fundo, e nessa condição continuará participando de discussões sobre a atuação do organismo multilateral. Um exemplo é o Projeto Piloto de Investimentos (PPI), que o Fundo está testando no Brasil e em vários outros países membros. O PPI permite que alguns investimentos não sejam levados em conta no cálculo do resultado primário do setor público.A decisão de quitar antecipadamente a dívida, classificada de "histórica" pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi enfaticamente comemorada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Acabou o tempo da colonização deste País, viramos donos do nosso nariz", afirmou ele na última terça-feira, durante inauguração do aeroporto de Macapá. "Temos dinheiro, exportação, produção e, agora, vamos nos autoadministrar sem precisar de imposição."Independência - Desde o início, o governo Lula procurou marcar uma postura de independência com relação ao FMI. A meta de superávit primário (economia de recursos para pagamento da dívida) foi elevada de 3,75% do Produto Interno Bruto (PIB) para 4,25% do PIB por decisão do governo brasileiro, segundo anunciou à época o ministro Antonio Palocci.A intenção inicial era manter um programa com o FMI apenas ao longo de 2003, como cumprimento de um acordo assinado durante a transição entre os governos Fernando Henrique Cardoso e Lula. No entanto, o acordo foi prorrogado em 2004.

Fonte: Blogspot Portal Mídia Petista 23/12/2005

MÍDIA SAFADA !!

O Golpe da mídia contra Lula, e a favor dos Tucanos

A mídia é safada, a mídia manipula informações, a mídia está tentando o golpe contra o governo Lula, a mídia quer o PSDB no governo do país. Muitos vão perguntar porque a mídia quer o PSDB novamente? Porque os donos da mídia fazem parte da elite. Eles escrevem para elite, eles vendem para a elite, e o PSDB governa para elite atendendo o clamor da elite. Vejam que interessante as noticias de hoje, não são matérias de capa, mas deveriam ser, por exemplo, o Toninho Barcelona mentiu quando disse que foi procurado por dois advogados do PT na prisão, não houve visita para ele nesse dia, inclusive houve uma rebelião no dia em que Barcelona diz ter sido pressionado, a rebelião foi atribuída ao próprio doleiro. Ele foi considerado pelo diretor de disciplina um preso de "altíssima periculosidade”. Se fosse o contrário , essa noticia seria manchete para incriminar petistas e o PT. Outra noticia de hoje, “A Prece foi a fundação que teve mais prejuízos entre 2000 e 2005, segundo ranking elaborado pelo deputado ACM Neto (PFL-BA). Só em operações na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), a fundação perdeu R$ 309 milhões -o prejuízo total de 14 fundos analisados foi de R$ 729 milhões.O período em que as perdas estão concentradas (2003 e 2004) coincide com os dois primeiros anos de Rosinha Matheus (PMDB) à frente do governo do Rio. As conexões de Funaro com o Rio estendem-se também a Anthony Garotinho (PMDB): ele é apontado como um dos operadores do caixa dois do ex-governador -o que ambos negam. Outra noticia curiosa é de que agência de Valério pagou despesas de deputados do DF, e cita o presidente da Câmara Distrital, Benício Tavares (PMDB-DF), e Gim Argello, não citam os outros deputados, e nem quais são os partidos, se fosse o PT seria manchete de capa. Esta noticia do Funaro também seria manchete de capa se ele fosse do PT.Mas ele é ligado com o Garotinho, com o PSDB, não interessa ser manchete. Funaro não nega, no entanto, que é dele o apartamento em que o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) mora, de graça, no hotel Blue Tree em Brasília. Cunha é o líder da bancada peemedebista que Garotinho controla, com 20 parlamentares.” Um dos mistérios da CPI é a razão pela qual Funaro já foi convocado, mas até agora não depôs. Ele próprio tem a sua versão sobre a "moleza" da CPI. Diz ser "destemperado" e, se provocado, poderia enlamear políticos de A Z. Em toda a matéria aparecem os nomes do PMDB, PL, PFL, PSDB, do filho do Maluf, mas não aparece citação ao PT então não vai ser manchete nunca. Mas está na chamada da capa que Alckmin diz que pesquisab não define candidatura e que Datafolha mostra aprovação de Serra e do governador. As eleições não são no mês que vem os candidatos não estão definidos pelos partidos, mas a FSP quer antecipar o calendário das eleições, e quer impor a sua vontade, de que seja um candidato do PSDB. Como se não bastasse essas noticias que não são manchetes, eles trazem um entrevista com o Alckmin, já como sendo o candidato oficial, depois mostram os números das pesquisas, com a vantagem do PSDB, que está com todo o apoio da mídia fazendo campanha eleitoral desde o inicio de 2004. Quando o presidente Lula fala que há um GOLPE em andamento, ele está certo, ele tem certeza do que fala, e está tudo ai comprovado que não nos deixa mentir.Jussara Seixas

Fonte: Blogspot Por Um Novo Brasil 18/12/ 2005

O CARRO-CHEFE DO CRESCIMENTO

Indústria de grandes navios renasce no país

O governo federal está concretizando a maior encomenda de navios feita até hoje à indústria naval brasileira. A Petrobrás Transporte S.A. (Transpetro) recebe, no dia 28 de dezembro, os envelopes com as propostas dos oito participantes da licitação para a construção dos primeiros 26 petroleiros do Programa de Modernização e Expansão da Frota.
A iniciativa é estratégica porque representa o renascimento da indústria de grandes navios no país e equivale a um terço de todos as embarcações que o Sistema Petrobras já teve até hoje. Nessa primeira fase, o processo vai gerar 22 mil empregos. A expectativa é de que os contratos para o início das obras sejam assinados até março de 2006 e que as primeiras embarcações já estejam navegando no final do próximo ano.
Segundo o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o programa representa uma mudança de paradigma na indústria de grandes navios, que há 20 anos não realizava encomendas. A partir de uma encomenda de grande porte, segundo ele, será possível aos estaleiros investir em modernização tecnológica e se tornarem competitivos internacionalmente.
Machado lembra que a indústria de grandes navios já foi forte no país na década de 70, chegando a ocupar o segundo lugar no ranking mundial. A partir daí, passou por um processo de estagnação, que começou a ser revertido na década de 90, com a produção de plataformas e barcos de apoio.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar até 90% dos custos necessários à construção dos primeiros navios. Os recursos são do Fundo de Marinha Mercante, do Ministério dos Transportes. O prazo de Amortização é de 20 anos e os juros são de 4% ao ano.
Atualmente, dos 120 navios petroleiros usados pela Petrobrás, mais de 70 são fretados. Com o programa, a Transpetro espera reduzir essa dependência.
Programa de Modernização e Expansão da Frota
O Programa de Expansão e Modernização da Frota vai gerar 22 mil empregos na fase de construção dos navios. As premissas são de que todos os navios sejam construídos no Brasil e que pelo menos 65% de seus componentes sejam nacionais e os estaleiros se tornem competitivos internacionalmente. Serão utilizadas 290 mil toneladas de aço, 125 mil toneladas de tubos, mais de 6 milhões de litros e tintas e 2.200 quilômetros de cabos elétricos.
O processo promove ainda um aquecimento nos setores industriais que vão oferecer peças e insumos para os estaleiros, como o metalúrgico, o siderúrgico, o químico e o de instalações elétricas, por exemplo. Os navios encomendados são dos tipos Suezmax (dez unidades), Aframax (cinco unidades), Panamax (quatro), Produtos (quatro) e GLPs (três).
A característica do programa é a quebra de paradigma da indústria de grandes navios. No passado, o Brasil, construía apenas dois ou três navios de cada vez. Com a encomenda de 26 embarcações de uma só vez e de mais 16 em seguida, os estaleiros podem fazer os investimentos necessários em modernização, porque terão demanda para produzir em escala. E somente essa produção em escala é que garantirá que eles sejam competitivos em nível internacional em relação a preços, prazos e qualidade.
Segundo o presidente da Transpetro, o programa é inovador porque foi estruturado com a participação de diversos segmentos da sociedade, unindo o Sistema Petrobrás, a comunidade acadêmica, o governo, os estaleiros e representantes de sindicatos de petroleiros, marítimos e metalúrgicos.

Renascimento da indústria
A indústria brasileira de construção de navios já foi a segunda maior do mundo, gerando mais de 40 mil empregos e exportando para países como a Inglaterra, França, Alemanha, Grécia e Estados Unidos. Mas entrou em declínio no final da década de 80 e foi praticamente extinta em 1996. O último navio de grande porte fabricado no Brasil foi o Livramento, encomendado em 1987, entregue em 1996 e incorporado à frota em 1997.
Hoje, a Coréia tornou-se a maior fabricante mundial de grandes embarcações, seguida por Japão e China. Os três países concentram 89% da produção mundial, um mercado que fabrica por ano mais de 1.100 navios, com uma carteira superior a 4.700 navios e suas instalações ocupadas pelos próximos quatro anos.
Nesse período, os grandes construtores investiram continuamente em tecnologia e hoje estão entrando na quinta geração tecnológica, que tem quatro características principais: montagem em dique seco, capacidade de movimentação de grandes peças, processo automatizado de corte do aço e utilização intensiva de recursos de informática. Os estaleiros funcionam com linhas de montagem e unidades integradas, o que garante prazos de construção entre oito e 12 meses.
No Brasil, a indústria naval começou a se reerguer no ano 2000, impulsionada pelas encomendas para o offshore da Petrobrás, que continua sendo a principal cliente do setor. Essa recuperação, entretanto, ainda não tinha chegado ao segmento de construção de grandes navios. Com o Programa de Modernização e Expansão da Frota, o governo federal está criando oportunidade para o renascimento do setor.
Empresas da Licitação

As empresas que participam da licitação são as seguintes:
Rio de Janeiro - RJ
· Consórcio Rio Naval – Sermetal-Ivi (Brasil-RJ), IESA (Brasil-RJ), MPE (Brasil-RJ) e Hyunday (Coréia)· EISA Montagem (Brasil/RJ), STX (Coréia)
Niterói - RJ· Mauá Jurong (Brasil), Maric CSSC (China)
Angra dos Reis - RJ· Brasfel (Brasil), Keppels Fels (Cingapura) e Daewoo (Coréia)
Recife - PE· Camargo Corrêa (Brasil), Andrade Gutierrez (Brasil) e Mitsui (Japão)
Rio Grande - RS· Consórcio Rio Grande – Aker Promar (Brasil), Queiroz Galvão (Brasil), Aker (Noruega) e Samsung (Coréia)· Estaleiro Rio Grande (Brasil-RS) e Ishikawajima (Japão)
Itajaí – Santa Catarina· Estaleiro Itajaí

Fonte: Blogspot Por Um Novo Brasil 22/12/ 2005

LULA E A OPOSIÇÃO: NÃO TEM COMPARAÇÃO!


INVEJA, RANCOR E MÁGOA É O QUE RESTA À OPOSIÇÃO!

Depois de cobrar de seus ministros, na segunda-feira, a defesa contundente do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encarregou de dar o exemplo. Comemorou a marca de 8,7 milhões de cartões entregues do Bolsa Família, programa símbolo de sua gestão, desafiando a comparação de qualquer número de seu governo com as realizações dos antecessores.
Em discurso duro, um tom acima do habitual, acusou a oposição de ter “inveja, rancor e mágoa” de seu sucesso e torcer pelo fracasso do governo. “Tenho orgulho de comparar os meus números aos dos que governaram o Brasil antes de mim, qualquer número, em qualquer área, seja na Educação, na Saúde, no Transporte, de medir quem fez o que quando passou pela presidência da República deste país”, discursou. “Qual é a diferença, que muita gente estranha? É que, pela primeira vez, o pobre entrou no Orçamento da União.”
Lula escolheu a principal cidade administrada pelo PT no Estado, Osasco, para comemorar a marca do Bolsa Família e sugeriu também à platéia de 3 mil pessoas que faça a comparação. “É importante informar o que ocorreu neste Estado de São Paulo, que tinha tudo para não ter pobreza”, afirmou, numa crítica indireta a um de seus possíveis adversários em 2006, o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Relatou repasses de R$ 2 bilhões para ações sociais em São Paulo, duvidando que algum antecessor tenha disponibilizado mais do que isso em período semelhante. “Vejam qual é a política social nos Estados, elas não existem.” Na véspera, Lula havia acusado governadores de desviar verba para recuperação de estradas.
Mesmo sem se declarar, mais uma vez Lula agiu e falou como candidato. Iniciou seus recados à oposição dando conselhos ao prefeito da cidade, Emídio de Souza, referindo-se às eleições do ano que vem. “Quando nós estamos no governo, eles começam a jogar nas nossas costas aquilo que não conseguiram fazer em 30 anos, para que a gente faça em três meses, em 12 meses ou em três anos”, disse, recomendando paciência para não responder ao “jogo rasteiro dos adversários” ou angustiar-se “com a pressa do povo”. Em ano eleitoral, disse, “a guerra santa toma conta de cada cidade e às vezes a administração fica um pouco atrapalhada”.

Dívida
O presidente comemorou o pagamento da dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) sem dar “um grito”, assim como o anúncio de quitação dos débitos com o Clube de Paris. Mais: acusou o governo Fernando Henrique de “quebrar” o país. “Na semana passada dissemos: não queremos mais acordo e vamos devolver o dinheiro que o governo passado tomou emprestado porque tinha quebrado o Brasil. Vamos devolver ao FMI porque daqui para a frente o dinheiro que nós vamos gastar será o resultado do trabalho do povo, será o resultado das exportações, será o resultado da geração de empregos.”

Fonte:Diário Online 24/12/2005

2005: DÍVIDA EXTERNA A MENOR EM 10 ANOS

Dívida externa de 2005 deve ser a menor em 10 anos

Brasília -
O diretor de Política Econômica do Banco Central, Afonso Bevilaqua, previu que a dívida externa brasileira (pública e privada) fechará 2005 em US$ 165 bilhões, o menor valor desde 1995. Ele destacou que no início do governo Lula a dívida era de US$ 210,7 bilhões. Para ele, a melhora neste indicador "é patente".
O diretor do BC destacou a relação entre dívida externa e PIB era de 46% no fim de dezembro de 2002 e deve fechar 2005 em 21%, o menor valor desde 1975, quando essa relação estava em torno de 25%.
A relação dívida externa e exportações também foi destacada por Bevilaqua. Em dezembro de 1999, a dívida externa era 4,1 vezes superior ao valor das exportações. Deverá cair para 1,4 vez em 2005. Segundo Bevilaqua, este será o menor valor da série histórica do BC para esse indicador, iniciada em 1970.

Reservas e dívidas
Bevilaqua fez novas previsões para as reservas internacionais brasileiras em 2006, após a decisão do Brasil de quitar a dívida de US$ 15 bilhões com o FMI. Segundo ele, não há mais diferença entre reservas líquidas e brutas. O diretor do BC observou que a manutenção das reservas traz custos, mas também benefícios, como a percepção de risco menor e redução dos custos de empréstimos externos do governo e das empresas. "Os benefícios ainda têm excedido os custos", afirmou.
Afonso Beviláqua disse também que o Tesouro Nacional já contratou em mercado US$ 5,646 bilhões para o pagamento de compromissos da dívida externa, que vencerão no próximo ano. Ele informou que o Tesouro ainda precisa contratar US% 5,834 bilhões para atingir a meta de US$ 11,530 bilhões, estabelecida para o próximo ano.

Inflação e câmbio
O diretor do BC afirmou que a inflação terá neste ano a terceira redução consecutiva. Em relação a 2004, o diretor ressaltou que haverá uma redução de aproximadamente dois pontos porcentuais. "Passaremos de uma inflação de 7,6% para algo próximo a 5,7%", disse. Ele também destacou que este ano será o segundo consecutivo de cumprimento das metas de inflação.
Sobre o dólar barato, Afonso Bevilaqua tentou mostra o lado positivo. "O que estamos fazendo é aproveitar o momento positivo na economia internacional para melhorar a nossa balança de pagamentos e fortalecer a nossa economia", disse.

Maior crescimento
O diretor de Política Econômica do BC previu uma aceleração do ritmo de crescimento da economia no quarto trimestre de 2005, processo que, segundo ele, terá continuidade em 2006. Ele atribuiu essa previsão a vários fatores, entre os quais a continuidade do crescimento do emprego, aumento da massa salarial real, reequilíbrio dos estoques no setor produtivo e os efeitos da queda dos juros.
"Os indicadores confirmam um processo de consolidação das bases de uma trajetória de crescimento sustentado no médio prazo", afirmou Bevilaqua, que atribuiu a queda do PIB no terceiro trimestre deste ano a um ajuste importante nos estoques que refletiu, em parte, o aumento dos juros.

Adriana Fernandes e Gustavo Freire
Fonte : ESTADÃO - 28/12/2005

Lula Não Faz Jogo da Oposição


Lula diz que será candidato se for para ganhar a eleição

-RECIFE-
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que, se sair candidato em 2006, será para ganhar as eleições.
"Vai ter um momento em que eu vou decidir e quero que vocês saibam que o dia que eu decidir, se for para ser candidato, é para ganhar as eleições... Se decidir não ser candidato, iremos escolher um companheiro para ganhar as eleições", disse Lula.
Ele garantiu que não tomará uma decisão precipitada e atacou seus adversários. "Não irei precipitar nenhuma decisão, não sou candidato antes do tempo, não farei o jogo rasteiro de meus adversários, não jogarei pequeno, não baixarei o nível da campanha política."
Lula fez nova comparação com a Venezuela ao acusar a imprensa brasileira de fazer denuncismo contra ele a exemplo da mídia venezuelana em relação ao presidente Hugo Chávez.
Os dois presidentes participaram nesta sexta do lançamento de uma refinaria no Porto de Suape, em Pernambuco, que será construída pelas empresas de petróleo dos dois países.
"Nunca imaginei que em um país a imprensa poderia fazer o que a imprensa venezuelana fez com você. Agora estamos vivendo no Brasil algo semelhante. Primeiro se publica depois se investiga. Não tem a preocupação de saber se é verdade ou não o que se publica", afirmou Lula.
"Aprendi a ser mais paciente, mais tolerante, haverá um dia em que verdade vai aparecer", disse Lula, para quem não há provas nas denúncias publicadas nos últimos seis meses sobre corrupção no governo e no PT.
Na Venezuela, a maior parte da imprensa é opositora e crítica a Chávez. Esta foi a mais nova comparação entre os dois países feitos por Lula. Na sexta-feira passada, ele disse que, a exemplo da Venezuela, a oposição pratica golpismo no Brasil.
Dirigindo-se a Chávez, afirmou que tem muita gente no Brasil que não gosta dele, para quem ele é "a encarnação do tal eixo mal".
"Quero que saia do Brasil com a convicção... que em qualquer momento difícil uma grande parcela do povo brasileiro estará com você."

Por Guido Nejamkis
Fonte: UOL Notícias 16/12/2005

Releição de Lula Fará Bem ao Brasil


Palocci acha que reeleição de Lula fará bem ao Brasil

Brasília -
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, acredita que "fará bem para o Brasil um período mais prolongado do presidente Lula" no comando do País. Ele destacou que o governo, além de consolidar a estabilidade econômica, também avançou no combate à desigualdade. "Faço fé e trabalho muito para Lula ser candidato e ser reeleito", disse.
Na opinião dele, "a alma do governo Lula é a redução da desigualdade". A frase foi dita após ele comentar os resultados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD), que mostrou uma redução da pobreza e da desigualdade. "Embora os resultados da PNAD não devam ser atribuídos só ao nosso governo, o governo Lula é diferente dos outros já que foi observada queda consistente na redução da pobreza", disse.

Banho gelado
O ministro da Fazenda afirmou que não tem a intenção de ser candidato a qualquer cargo eletivo nas próximas eleições. Ele disse ter o compromisso com o presidente Lula de ajudá-lo até o final do mandato. Para ele, a candidatura seria incompatível com o cargo de ministro da Fazenda.
"Acho que não seria adequado que o ministro da Fazenda, que lida com questões do Orçamento, que o faça pensando em uma candidatura", disse Palocci. "Quando eu tiver essa vontade, ou eu deixo o cargo imediatamente, ou eu tomo um banho gelado. Ultimamente eu tenho tomado muito banho gelado", disse.

Fogo amigo
Ele tentou mostrar que encara com naturalidade as críticas que a política econômica recebe dos colegas do ministério, como Dilma Rousseff, da Casa Civil, Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, e Roberto Rodrigues, da Agricultura. "Críticas à política econômica fazem parte da construção da democracia e jamais foi rejeitá-la", disse. Ele brincou sobre as divergência com Dilma. "Os debates mais acirrados dentro ou fora do governo acho que não são assunto para o Natal", reagiu sorrindo. Palocci afirmou que o seu relacionamento com o governo e os colegas de governo é positivo e "está muito bem".
Para ele, o importante é "não perder a tranqüilidade do trabalho feito na organização das contas, na melhora do endividamento externo e da reorganização da dívida interna". Ele comparou sua atuação com a fábula da formiga e da cigarra. "Enquanto as formigas trabalham, as cigarras cantam. Eu jamais criticarei as cigarras, pois elas têm sua importância", disse.

Fogo amigo 2
Palocci disse que a reunião ministerial realizada no início da semana foi muito boa e que não há ambiente dentro do governo de críticas quanto ao câmbio, aos juros e à política fiscal. Para ele, o debate sobre a taxa ideal de câmbio é legítimo, mas destacou que o governo tem aproveitado a oportunidade de um mercado favorável para promover a melhoria das reservas internacionais e do perfil da dívida pública. "Estamos corrigindo distorções".
Em relação às críticas à política fiscal, o ministro disse que discorda "frontalmente" dos críticos. Segundo ele, em outros momentos, quando a questão fiscal não é tão prioritária, a dívida pública teve uma piora e o crescimento foi afetado. "O controle fiscal devolve resultados econômicos importantes ao País", afirmou.

Oposição
O ministro da Fazenda afirmou que as forças políticas estão conscientes de que o equilíbrio fiscal e o controle da inflação estão consolidados como conquistas da sociedade. Segundo ele, o País superou esta fase de debate e, no próximo ano eleitoral, as discussões poderão ser mais qualificadas e poderão tratar o aprofundamento das políticas social e econômica.
Para Palocci, nenhuma possível candidatura para a Presidência em 2006 irá questionar o controle de preços e o equilíbrio fiscal, os princípios da atual política econômica.

Crise política
Antonio Palocci admitiu que a crise política afetou o índice de confiança do consumidor, mas disse que, depois de quatro ou cinco meses, ela voltou a crescer. Na avaliação de Palocci, no entanto, a economia não foi afetada pela crise política. Ele fez elogios à responsabilidade política com que os parlamentares têm conduzido o processo de investigações sobre as denúncias de corrupção nos partidos aliados ao governo.
Segundo ele, o conjunto das instituições tem apoiado o esforço econômico do País. Palocci acrescentou que a crise política impediu que se avançasse mais nas reformas microeconômicas. O ministro disse acreditar, porém, que o impacto da crise já se arrefeceu.

Fábio Graner e Renata Veríssimo
Fonte: Agência Estado, 23/12/2005

17 Dezembro 2005

Fernando Henrique Mentiu !...


Fernando Henrique Cardoso Mentiu!...

Depois de ter feito em 1998, uma declaração chamando de “vagabundo” quem se aposentou antes dos 50 anos, FHC chega em 2005 negando a sua essência. Ele fez declarações à imprensa (mais precisamente em 30/08/2005) antes de participar de um congresso de relações internacionais, na capital paulista. Ali afirmou – no PSDB é completamente diferente. Não é a mesma coisa de um sistema permanente de distribuição de dinheiro – isso ao ser questionado das acusações de que a campanha do PSDB mineiro em 1998 para o governo de Minas Gerais também teria utilizado o esquema de caixa 2 montado pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza.
Mas em outubro de 2005, as denúncias levam o senador Eduardo Azeredo (MG) a deixar a presidência nacional do PSDB. Tudo porque, surgiram documentos que confirmaram que o senador Eduardo Azeredo sabia da utilização de recursos em sua campanha originários das contas de Valério.
A revista “IstoÉ’’ publicou a cópia de um cheque de Valério, no valor de R$ 700 mil, usado em 2002 para pagar uma dívida de Azeredo com Cláudio Mourão, tesoureiro da campanha dos tucanos. O senador confirma o auxílio do empresário mineiro (Marcos Valério) e admitiu também à CPI dos Correios a existência de caixa 2 em sua campanha à reeleição ao governo de Minas, mas jogou a responsabilidade para Mourão e, Mourão assim como FHC, restou apenas ficar negando.

Fonte: Revista VEJA 07/10/98 , Jornal Diário Catarinense 30/08/05
Folha On Line Brasil 25/10/05

OS RASTROS DO EX-ASSESSOR

Trechos da matéria sobre o ex-assessor de FHC.
O destaque da matéria representa bem o teor do conteúdo:

OS RASTROS DO EX-ASSESSOR

“Eduardo Jorge Caldas Pereira, o burocrata que chegou ao topo do poder despachando ao lado do presidente, usa agora sua influência para azeitar negócios ligados a órgãos do governo.”

Eduardo Jorge Caldas Pereira, um economista que trabalhou mais de quinze anos com FHC, quatro deles no Palácio do Planalto no posto de secretário-geral da Presidência, trazem si todos os ingredientes para fomentar uma crise de verdade. Ao deixar o governo há dois anos, o ex-assessor participou da campanha da reeleição presidencial...
Eduardo Jorge é amigo pessoal dos dois pilares podres que ruíram com a descoberta dos desvios de dinheiro da obra do TRT, o juiz Lau-Lau e o senador cassado Luiz Estevão. A amizade do ex-assessor com o ex-senador é antiga, muito próxima e inclui os familiares de lado a lado.
Conhecido nos tempos do Planalto como “O Sombra”, por sua aversão aos holofotes; sobre a sua saída , prevaleceu a versão que ele estava cansado.
Responsável pelo serviço de informações do governo, hoje entregue ao Gabinete Militar, checava a biografia de todos os candidatos aos cargos de alto escalão. Eduardo Jorge também atuava como ponte entre o governo e a direção dos fundos de pensão das estatais, instituições que movimentam bilhões de dólares e decidem qualquer parada nas privatizações.Outra de suas funções era articular o apoio da base governista para acelerar a tramitação de projetos e emendas de interesse do Planalto. No final de 1998, Eduardo Jorge confessou a amigos que deixava o governo também por razões financeiras. “Preciso ganhar dinheiro”, disse ele na época.
Uma parte significativa de seus proventos vem de sua atuação na área de seguros. Sua entrada formal, como dono, no ramo de seguros foi no ano passado, quando se tornou sócio de 10% de um grupo chamado Meta, que atua como corretora de seguros de vida e de planos de saúde. O grupo fatura 130 milhões de reais por ano e tem tradição de vender serviços a empresas estatais. Outra empresa de seguros da qual o secretário participa como conselheiro é a Delphos. Detalhe: nas duas últimas eleições presidenciais, o grupo Meta doou 250 000 reais a Fernando Henrique, e a Delphos, outros 200 000.
Desde que entrou para a Meta, a empresa já fechou dois bons contratos em áreas onde o livre trânsito de Eduardo Jorge no governo foi fator decisivo. Em fevereiro deste ano, o grupo Meta atuou como corretora de um contrato de seguro-saúde para 20 500 funcionários e ex-funcionários do Ministério dos Transportes e seus dependentes no valor de 6,5 milhões de reais. A seguradora, escolhida por meio de carta-convite, é a Brasilsaúde, do Banco do Brasil, que na data do contrato era presidida por José Maria Monteiro. Sua nomeação para o cargo passou pelas mãos de Eduardo Jorge. O contrato foi feito sem licitação.
As andanças de Eduardo pelos negócios de seguro despertam suspeitas potencialmente explosivas. Outro bom contrato foi fechado com a Telemar, o consórcio de telefonia. O grupo Meta atuou como corretor de seguros de todos os funcionários da empresa, 25 000 no total. Coincidência ou não, quando ainda estava no governo, Eduardo participou ativamente da formação do consórcio que venceu a licitação para a compra da Tele Norte Leste. Ele conduziu as seguradoras ligadas ao Banco do Brasil a se associar ao grupo integrado pelo empresário Carlos Jereissatti, a Andrade Gutierrez e a Inepar. Seu parceiro nessa operação foi o ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio, demitido no escândalo do grampo do BNDES.
Jorge estabeleceu conexões proveitosas no mundo empresarial. Sua opção preferencial pela área de seguros foi providencial. Um de seus grandes amigos no governo é justamente Pedro de Freitas, o presidente da Sasse. Ambos se falam semanalmente, almoçam juntos pelo menos duas vezes por mês, mas juram que conversam apenas “sobre questões pessoais”. No mercado de seguro há 35 anos, Freitas sustenta que Eduardo Jorge jamais lhe pediu conselhos, orientação estratégica. Outra amizade “desinteressada” feita por Eduardo Jorge durante o governo foi com o presidente da Aliança do Brasil, uma coligada do Banco do Brasil na área de seguros, Manoel Pinto. Com ele, Eduardo tem uma história complicada. Em dezembro de 1996, antes de assumir a seguradora (por indicação de Eduardo Jorge), Pinto teve o seu nome envolvido num escândalo político. Então assessor da presidência do Banco do Brasil, foi apontado como o autor de uma lista contendo o nome dos deputados do PPB que tinham dívidas com o Banco do Brasil. Essa lista serviria para pressionar os parlamentares a votar a favor da emenda da reeleição. Na ocasião, o ex-ministro da Coordenação de Assuntos Políticos Luiz Carlos Santos, hoje presidente de Furnas, acusou Eduardo Jorge de ser o mentor intelectual do documento. O ex-assessor de FHC jura inocência até hoje. Mas a duvida nunca se dissipou totalmente.
Num escritório de consultoria que mantém em Brasília, o EJP, o ex-assessor recebe parlamentares e funcionários de alta burocracia federal. Um senador que esteve lá e pede para não ser identificado conta que foi tratar de assuntos partidários, da mesma forma que fazia quando Eduardo Jorge trabalhava no Planalto. Além do EJP, o Sombra tem participação acionária na LC Faria Consultoria, uma empresa que presta o mesmo serviço que a EJP. Por que ele teria interesse em ser sócio de uma empresa que é sua concorrente em potencial? O Ministério Público está investigando as empresas de Eduardo Jorge.
Com o presidente FHC, a relação permaneceu próxima mesmo depois da demissão formal. E foi mantida mesmo depois que se revelaram na Justiça suas ligações com o juiz Lau-Lau em junho do ano passado. Eduardo costumava freqüentar o gabinete de FHC e chegou a assistir a algumas audiências. Mais de uma vez foi visto também no Palácio da Alvorada, inclusive em finais de semana. No reveillon, ele fazia parte da lista de convidados do presidente, que assistiu ao show de Copacabana.
Amigos próximos de Eduardo Jorge ainda no governo acham que ele está se expondo demais, exibindo sinais exteriores de riqueza que ele nunca ostentara. Pois aquele servidor brilhante, um rábula dedicado, conhecedor de leis e que foi o leal auxiliar de FHC durante mais de uma década, deixa sinais de que aquele servidor não existe mais. Foi substituído por um grande facilitador de oportunidades que envolvem esferas de governo.

Obs.: o texto foi deixado dentro das características da época.
Fonte: Revista VEJA, pg.40, 43, 44, 45, 46, 47, de 19 de julho de 2000

"PSDB/PFL" QUEM CONHECE NÃO COMPRA !

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou, no dia 18/11/2005, uma sexta-feira, que “as denúncias de corrupção do governo Lula são algo nunca visto antes” e, o presidente do (PFL), senador Jorge Bornhausen, disse no dia 26/08/2005, que “Lula não é habilitado a trabalhar e, agora, com a crise, não quer mais nada com trabalho”. Para refrescar a memória dessa “turma” e dos nossos leitores, republicamos alguns trechos de documentos, que lista os principais escândalos do governo FHC e desmente as afirmações de ambos.

Confira:
O governo Fernando Henrique Cardoso, além de ter aberto as portas para a pilhagem nacional e internacional, colocando o Brasil praticamente na condição de colônia, foi pródigo em abafar a corrupção. A implementação de seu projeto neocolonial ocorreu paralelamente a uma sucessão de escândalos. Abaixo, uma pequena amostra das dezenas de escândalos que marcaram a era FHC. O trabalho refresca a memória e serve de contra-veneno à insidiosa campanha que a oposição move contra o governo Lula, usando um caso de corrupção para tentar manchar a imagem de um governo que é o oposto do anterior.

Abrindo as Portas Para a Corrupção: Foi em 19 de janeiro de 1995 que o governo do PSDB/PFL fincou o marco que mostra a sua conivência com a corrupção. FHC extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se notabilizou por abafar denúncias. A CGU, no governo Lula, passou a ocupar um papel central no combate à corrupção.

Concorrência do Sivam/Sipam: O contrato para execução do Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (Sivam/Sipam) foi marcado por escândalos. Denúncias de tráfico de influência e de corrupção derrubaram o Brigadeiro Mauro Gandra, da Aeronáutica, e serviram para FHC “punir” o embaixador Júlio César dos Santos com uma promoção. Foi ser embaixador do Brasil junto à FAO, em Roma, um exílio dourado. A empresa ESCA, encarregada de incorporar a tecnologia de Raytheon, foi extinta, por fraude comprovada contra a Previdência. Não houve CPI sobre o assunto. FHC bloqueou.

Uma Pasta Rosa Muito Suspeita: Foi em fevereiro de 1996 que a Procuradoria-Geral da República resolveu arquivar definitivamente o conjunto dos processos denominados escândalos da pasta rosa. Era uma referência a uma pasta com documentos citando doações ilegais, em dinheiro, de banqueiros para campanhas dos políticos de base de sustentação do governo FHC. Naquele tempo, o Procurador-Geral da República era Geraldo Brindeiro, conhecido pela alcunha de “engavetador-geral da República”. No governo FHC, dos 626 inquéritos que passaram pela mesa do engavetador-geral da República, até maio de 2001, 242 foram engavetados e 217 arquivados. Dos 242 que ficaram parados na gaveta do procurador, 194 tinham deputados federais como réus. Outros 33 se referiam a senadores, 11 a ministros e ex-ministros e quatro ao próprio presidente FHC.

A Compra de Votos Para a Reeleição de FHC: A reeleição de FHC custou caro ao pais. Para mudar a Constituição, houve um pesado esquema para a compra de votos, conforme inúmeras denuncias feitas à época. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos para não perderem os direitos políticos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara. Como sempre, FHC resolveu o problema abafando-o, impedindo a formação de uma CPI para investigar o caso.

A Escandalosa Doação da Companhia vale do Rio Doce: Apesar da mobilização da sociedade brasileira em defesa da CVRD, a empresa foi vendida num leilão por apenas R$ 3,3 Bilhões, enquanto especialistas do mercado estimulavam seu preço em pelo menos R$ 30 Bilhões. Foi um crime de lesa-pátria, pois a empresa era lucrativa e estratégica para os interesses globais do Brasil. A empresa detinha, além de enormes jazidas, uma gigantesca infra-estrutura acumulada ao longo de mais de 50 anos, como navios, portos, ferrovias. Um ano depois da privatização, seus novos donos anunciaram um lucro de R$ 1 Bilhão. O preço pago pela empresa equivale, nos últimos tempos, ao lucro trimestral da CVRD. Foi um dos negócios mais criminosos da era do FHC.

O Escândalo da Telebrás e a Negociata do Setor Energético: Foi uma verdadeira maracutaia a privatização do sistema de telecomunicações no Brasil. Uma verdadeira sucessão de denúncias e escândalos. Foi uma negociata num jogo de cartas marcadas, inclusive com o nome de FHC citado em inúmeras gravações divulgadas pela imprensa. Vários “grampos” a que a imprensa teve acesso comprovaram o envolvimento de lobistas com autoridades do governo tucano. As fitas mostraram que informações privilegiadas eram repassadas aos “queridinhos” de FHC. O mais grave foi o preço que as empresas estrangeiras e nacionais pagaram pelo sistema Telebrás, cerca de R$ 22 Bilhões. O detalhe é que nos 2 anos e meio anteriores à “venda”, o governo tinha investido na infra-estrutura do setor de telecomunicações mais de R$ 21 Bilhões. Pior ainda, o BNDES, nas mãos do tucanato, ainda financiou metade dos R$ 8 Bilhões dados como entrada neste meganegócio, em detrimento dos interesses do povo brasileiro. Uma verdadeira rapinagem cometida contra o Brasil e que o governo tucano impediu que fosse investigada.
A privatização do sistema Telebrás – assim como a da Vale do Rio Doce – foi marcada pela suspeita. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 Milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamim Steinbruch, que levou a CVRD, e de ter cobrado R$ 90 Milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.
Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Se isso não bastasse, em maio de 2002, o jornal Folha de S. Paulo, publicou uma matéria que informava que Ricardo Sérgio, na condição de diretor do Banco do Brasil, favoreceu negócios de um parente de Serra – o empresário Gregorio Marin Preciado, espanhol naturalizado brasileiro, casado com uma prima do atual prefeito de São Paulo, José Serra.Em 1993, duas empresas de Gregorio Marin Preciado, - a Gremafer e a Aceto – contraíram empréstimos no Banco do Brasil, num total de 2,5 Milhões de dólares, tiveram problemas para pagar a e dívida foi crescendo em bases geométricas, em função das taxas de juros aplicadas ao empréstimo. Em 1995, quando Ricardo Sérgio já era do BB, o parente de José Serra conseguiu um desconto de 16 Milhões de reais na dívida, referente ao crescimento em juros. E arrancou outro empréstimo, no valor de 2,8 Milhões de dólares. Em 1998, outro desconto, dessa vez de 57 Milhões de reais. A reportagem informa que documentos internos do Banco do Brasil tratavam as negociações como “heterodoxas” e “atípicas”, embora as operações tenham sido aprovadas por toda a diretoria do banco.
Logo no início das negociações com Gregorio Marin, a direção do banco do Brasil começou a listar seus bens para arrasta-lo, como garantia de pagamento da dívida. Um deles era um terreno no bairo do Morumbi, em São Paulo, no qual Gregorio Marin tinha metade e José Serra era dono da outra metade. Antes que o arresto fosse feito, o terreno foi vendido. A parte de Serra correspondeu a uns 70 000 reais. O negócio foi declarado à Receita Federal.
Ricardo Sérgio e Gregorio Marin refutam a insinuação de que agiram como amigos e dizem que mal se conhecem. “Ele já me deu uma ou duas caixas de charutos” afirma Ricardo Sérgio, negando que tenha tentando beneficia-lo de algum modo. A relação entre ambos, no entanto, já se cruzou em outros negócios, especialmente na época da privatização do setor elétrico. Em 1996, quando era diretor do Banco do Brasil e manda-chuva na Previ, Ricardo Sérgio montou, com Gregorio Marin Preciado (parente de Serra) o consórcio Guaraniana S/A. Pelas mãos de Ricardo Sérgio, entraram no consórcio a Previ, o Banco do Brasil e fundos administrativos pela instituição. Junto com eles estavam os espanhóis da Iberdrola, empresa gigante no setor energético, representada oficialmente por Gregorio Marin. Reunidos na Guaraniana, BB, Previ e Iberdrola foram às compras – e chegaram a participar de investimentos em 10 empresas nas áreas de energia e telecomunicações. Destacaram-se na área de energia. Em apenas três anos, entre 1997 e 2000, o consórcio montado por Ricardo Sérgio e Gregorio Marin arrematou três estatais de energia elétrica – a baiana Coelba, a pernambucana Celpe e a potiguar Cosern. Só essas três empresas respondem por um negócio de 4 Bilhões de reais. Ao que parece, a relação do ex-tesoureiro dos tucanos com o parente de José Serra não ficou apenas na troca de caixas de charutos.
Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de 10 Bilhões de reais para socorrer empresas que assumiram o controle de estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou 686,8 Milhões de reais na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

Dengue, o Fracasso na Saúde: A população brasileira sentiu na carne a omissão de FHC com a saúde. Em 1998, com uma política tecnocrática, o governo reduziu a zero os empréstimos da CEF às autarquias e estatais da área de saneamento básico. Isto resultou em condições ideais para a propagação da dengue e de doenças, já que a decisão decepou um instrumento essencial no combate às doenças e proteção à saúde. Além da dengue, a decisão provocou surtos de cólera, leishmaniose visceral, tifo e disenterias. São doenças resultantes da falta de saneamento.
No caso da dengue, o Rio de Janeiro foi emblemático. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil matamosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministro da saúde gastou R$ 81,3 Milhões em propaganda e apenas R$ 3 Milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o Estado do Rio de Janeiro registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte. È preciso muita competência para organizar uma epidemia daquelas proporções.

O Nebuloso Caso do Juiz Lalau: quem não se lembra da escandalosa construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, que levou para o ralo R$ 169 Milhões.?! O caso surgiu em 1998, mas os nomes dos envolvidos só surgiram em 2000, com todos eles alegando inocência. A CPI do Judiciário contribuiu para levar à cadeia o Juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois principais envolvidos no caso. Num dos maiores escândalos da era FHC, vários nomes ligados ao governo tucano surgiram no emaranhado de denúncias. O pior é que Fernando Henrique, ao ser questionado por que liberava as verbas para uma obra que o Tribunal de Contas já alertava que tinha irregularidades, respondeu de forma irresponsável: “assinei sem ver”. Além de ter pedido para esquecerem o que havia escrito, o ex-presidente tucano aparentemente queria também que a população esquecesse o que assinava durante o seu fracassado governo.

A Farra do Proer: O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (PROER) demonstrou, já em sua gênese, no final de 1995, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 Bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estatais. Vale lembrar que um dos socorridos foi o Banco Nacional, da família Magalhães Pinto, a qual tinha agregado um dos filhos de FHC.

Desvalorização do Real: a desvalorização do real também faz parte do repertório de escândalos da gestão tucana. FHC segurou de forma irresponsável a paridade entre o real e o dólar, para assegurar sua reeleição em 1998, mesmos às custas da queima de bilhões de dólares das reservas brasileiras. Comprovou-se o vazamento de informações do Banco Central. O PT divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatros que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.Há indícios, publicados pela imprensa, de que havia um esquema dentro do BC para a venda de informações privilegiadas sobre câmbio e juros a determinados bancos ligados à patota de FHC. No bojo da desvalorização cambial, surgiu o escandaloso caso dos bancos Marka e FonteCindam, “graciosamente” socorridos pelo Banco Central com 1 Bilhão e 600 Milhões de reais. Houve favorecimento descarado, com empréstimos em dólar e apreços mais baixos do que os praticados pelo mercado. O pretexto é que a queda desses bancos criaria risco sistemático para a economia. Apesar da liberação, em um só dia, dessa grana toda, os dois bancos acabaram quebrando. O povo brasileiro ficou com o prejuízo. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por pouco tempo. Cacciola vive tranqüilamente na Itália e Lopes foi recentemente condenado pela Justiça, em primeira instância, a 10 anos de prisão.

Sudam e Sudene, Pouco Escândalo é Bobagem: De 1994 a 1999, houve uma verdadeira orgia de fraudes na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), ultrapassando R$ 2 Bilhões. Em vez de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. Na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a fará também foi grande, com a apuração de desvios da ordem de R$ 1,4 Bilhão. A prática consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como fez com a Sudam, FHC resolveu extinguir a Sudene, em vez de pôr os culpados na cadeia.

Apagão, um Caso de Incompetência Gerencial: A incompetência dos tucanos, associada à arrogância de não terem ouvido as advertências de especialistas levou ao apagão de 2001. o problema foi provocado também pela submissão do PSDB/PFL aos ditames do FMI, que suspendeu os investimentos na produção de energia no país. O fato é que o povo brasileiro, extremamente prejudicado pela crise energética, atendeu, patrioticamente, à campanha de economizar energia, mas foi “premiado” pelo governo FHC com o aumento das tarifas para “compensar” as perdas de faturamento das multinacionais e seus aliados locais que compraram a preço de banana as distribuidoras de energia nos leilões entreguistas realizados pelo tucanato. Por causa disso o povo brasileiro foi lesado em R$ 22,5 Bilhões, montante transferido para as empresas da área.

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Como podemos observar, realmente FHC “nunca” tinha antes visto corrupção alguma, porque ele raramente procurou; ou pior, deixou correr solta e infestar a Nação, como mostra a matéria de 19 de julho de 2000 (OS RASTROS DO EX-ASSESSOR). A única coisa que “preocupava” FHC era a reeleição, sendo que foi com esse projeto, que o povo pode ver toda a dedicação do trabalho “árduo” prestado pelo PSDB e pelo PFL. Deve ser por isso, que Jorge Bornhausen criticava em agosto de 2005, a atuação de Lula. Pois, Lula até a apresente data não seguiu o caminho deixado pelo seu antecessor; ou seja, o governo Lula reverteu o desemprego e os desacertos sociais do país. E deixou esses dois fatos apenas na lembrança e na declaração do próprio FHC. Como traz a matéria da revista Veja, de outubro de 1998 – Pelas pesquisas dos marketeiros tucanos, o PT causaria danos à candidatura do presidente se tivessem mantido o foco sobre o Desemprego e os Desacertos Sociais do país. “Era o ponto fraco do governo (FHC) e se eles continuassem batendo poderiam crescer”, admitiu na semana passada o próprio presidente Fernando Henrique Cardoso. – (Revista VEJA, 1998 pg. 33)
Graças ao bom Deus Lula não é "habilitado", como era o governo do PSDB e do PFL.

Fonte: Revista VEJA 07/10/98 , Revista VEJA 19/07/00 , Revista Veja 15/05/02 , Almanaque Abril 98, Portal do PT

10 Dezembro 2005

MENSALÃO

FATOS QUE NÃO PODEMOS ESQUECER!
Observando nesses últimos meses esse montante de notícias sobre corrupção; passadas pela mídia, muitas delas lançadas para o povo na onda do “vamos ver no que vai dar”. Acaba nos levando a crer que não existe mais político digno do nosso voto e começamos a desacreditar em nossos governantes.
É natural da espécie humana sentir esse sentimento de descrença, sentir revolta, indignação, se sentir enganado, traído e, isso se agrava muito mais quando ficamos a mercê da desinformação ou pela penumbra dos fatos. Nossas opiniões ficam induzidas a práticas e idéias restritas segundo os interesses daqueles que estão no jogo político. Para tal feito são usadas todas as armas, desde os telejornais, charges, humoristas e capas de revistas. Esses grandes mecanismos de comunicações que nos bombardeiam diariamente são os degraus para o palanque pré-eleitoral, é através deles que nasce a glória ou a ruína de qualquer pessoa.
Devemos parar, analisar e refletir racionalmente em profundidade. È da natureza humana usar o raciocínio e não construir um pensamento niilista, apoiado pelo emocional, no qual fica difícil elucidar o conjunto de interesses que representa essa crise política.
A atual crise não pode ser inevitável, como é benéfica; para mostrar que em grande parte esses que hoje acusam o Governo; no passado nada distante, como na época do Fernando Collor, que teve o “Esquema PC”; do Itamar Franco, que vimos os “Anões do Orçamento” e no Governo FHC, que presenciamos o “Troca-Troca Pela Reeleição”; a história não nos deixa dúvidas; eles já conheciam o mensalão.Eles foram os ímpios da nação. O pior é que a oposição passa idéia, de que o Governo atual é o culpado por um sistema político pragmático viciado no horizonte eleitoreiro; como se eles não tivessem nada haver com o nascimento do mensalão.
Será necessário meses para obter um raio-x completo da crise, porque seu desfecho aponta cada vez mais para uma saraivada de denuncias, vindas de toda e qualquer parte, cada qual com o seu interesse. Um exemplo do meio nacional bem conhecido é a figura do Roberto Jefferson. O seu afilhado foi flagrado nos correios recebendo propina; ele tentou apagar essa imagem repugnante, colocando todos no mesmo saco, acusou tudo e a todos sem apresentar prova alguma; durante todo o processo, foi mais ator do que parlamentar e montou o circo achando que o povo e os demais parlamentares eram palhaços.
Existem indícios de que vários setores do país evoluíram, principalmente na área econômica e nos programas sociais. O país forte e no caminho certo, resta a oposição ficar elaborando o capítulo da “novela da corrupção” e tentar evitar a reeleição de Lula. Eu não sou o dono da verdade, mas não abro mão dela. É por isso que temos um dever a cumprir; consulte a sua consciência!

Denis N. Martins
Fonte: Jornal de Bairro 23/09/2005

26 Novembro 2005

As Faces de Bod (Roberto Jefferson)

As Faces de Bob

Ex-integrante da tropa de choque do presidente Fernando Collor, Roberto Jefferson chegou ao comando do PTB imbuído de uma missão nobre: desvincular o partido da imagem de uma sigla movida a práticas fisiológicas.
Acabou tropeçando em sua própria essência.
Embora tenha perdido 79 quilos com uma cirurgia de redução do estômago, Jefferson – ou Bob, para os íntimos – manteve intacto um voraz apetite pelo poder. Antes de aderir ao PT com a vitória de Lula, havia servido a Fernando Henrique Cardoso. Durante as eleições presidenciais de 2002, já com a cintura delineada pelo bisturi, se aproximou de Leonel Brizola. Ambos apoiaram a candidatura de Ciro Gomes, então no PPS. Com a derrota de Ciro, Bob se afastou de Brizola, aderindo ao PT.
Escudado no Planalto, engordou o PTB com novas filiações na Câmara. Em pouco tempo, a legenda, que havia elegido 26 parlamentares, passou a ocupar 48 cadeiras. Enquanto vitaminava o PTB, cuidava para não ferir os brios petistas. Pela lógica de Jefferson, o PT nunca foi um partido confiável. Com essa tese, se contentou em aceitar apenas o ministério do Turismo, mas queria em troca cargos-chaves no segundo escalão, de preferência em estatais de orçamento gordo. Primeiro, estendeu seus tentáculos à Infraero, responsável pela administração dos aeroportos, para a qual foi nomeado o ex-senador Carlos Wilson. Diante da recusa do então aliado em lotear a estatal, Jefferson trombou com ele. Exigiu a sua destituição, mas Lula resistiu à chantagem política.
Wilson então ficou no cargo, deixou o PTB e foi buscar abrigo no PT. Com o episódio, a relação de Jefferson com o governo começou a azedar. Como forma de acalmar o petebista, Lula distribuiu para o aliado um punhado de cargos em estatais de peso. Seus afilhados controlaram um orçamento de quase R$ 10 bilhões, o equivalente ao PIB das Bahamas. A conversão, porém era apenas aparente. Acusado pelo próprio PT de embolsar US$ 1 milhão do esquema PC Farias durante o governo Collor, Jefferson ressurge uma década depois como pivô de um escândalo no governo Lula.
Primeiro, um afilhado seu foi flagrado embolsando propina nas agências dos Correios. Em seguida, é suspeito de pressionar outro a destinar mesada de R$ 400 mil ao PTB. Acusado pelas denúncias de corrupção, deixou de lado o lirismo e humilhou dois ministros de Lula: José Dirceu e Aldo Rebelo. Ali, fez a primeira ameaça diante da dupla. Afirmou que na mesma cadeira que sentasse, estariam o tesoureiro Delúbio Soares e o próprio Dirceu. Homem de palavra, porém rancoroso, Jefferson cumpre enfim, a promessa. Atolou Lula e o PT no mar de lama da política em Brasília.
Fonte Diário Catarinense 07/06/2005

"Crise" !? Só Para a Oposição

MESMO COM “CRISE” AINDA É POSSÍVEL OBTER NOTÍCIAS POSITIVAS

EMPREGO NA INDÚSTRIA TEM ALTA DE 0,6%
Rio
– O emprego industrial cresceu 0,6% em setembro, na comparação com agosto. Para Isabella Nunes, economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento pode significar uma expectativa favorável dos empresários pra o último trimestre do ano, mas não acena uma reação mais forte do mercado de trabalho do setor. Ela argumenta que, ante setembro de 2004, a ocupação na indústria ficou estável, com variação zero após 19 meses consecutivos de alta.

SALÁRIO MANTEM GANHO REAL
Em setembro ocorreu um recuo na folha de pagamento da indústria após crescimento de 1,9% em agosto e, além do crescimento de 3,7%, registrado ante setembro do ano passado. “Os dados da folha ante 2004 têm mostrado ganhos significativos, assentados em cima do controle inflacionário” disse Isabella.
Segundo o economista do Ipea, Marcelo de Ávila, no ano, a folha real de pagamento da indústria acumula aumento de 4% e, em 12 meses, de 5,5%.

COMÉRCIO PREVÊ AUMENTO NAS VENDAS
Joinville – O comércio da maior cidade catarinense já montou o calendário de fim de ano, tradicionalmente com horários esticados para se moldar à agenda do consumidor.
No Shopping Mueller, foi alçada oficialmente no dia (16) a campanha do “Natal de Conto de Fadas”, o horário diferenciado fica restrito aos três dias que antecedem a festa, com as lojas funcionando até a meia-noite. È a primeira vez que o shopping aposta nesse horário, num misto de atender às expectativas do consumidor e seguir a tendência dos grandes centros. Para o superintendente do Mueller, Walther Biselli, a expectativa fica entre 5% e 8%. Segundo o presidente da CDL de Joinville, José Manoel Ramos, “se o crescimento for de 5%, em termos reais não vai ser pouco”.
Blumenau – A população verá a decoração nas ruas a partir de hoje (17). Os lojistas projetam um incremento de pelo menos 10% nas vendas para o período, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). O presidente da CDL, Marcelino Campos, diz que o clima natalino, com a decoração da cidade e das fachadas das lojas, serve de combustível para as promoções de fim de ano e aumenta a expectativa de crescimento nas vendas.
Criciúma – O horário especial de Natal começa no próximo dia cinco. A expectativa de vendas não é otimista. O presidente da CDL, Renato Carvalho, calcula um aumenta de 3% nas vendas em comparação ao Natal de 2004.
Balneário Camboriú – Como já é de costume na temporada de verão, as lojas poderão funcionar diariamente das 8 às 24 horas. De acordo com Helder Couto Vieira , secretário-executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade, a orientação é para que os lojistas aproveitem bem as duas datas de fim de ano, mantendo os estabelecimentos abertos o maior tempo possível. “O feriadão nos deu um bom ânimo e para Natal e Ano-novo esperamos alta de até 15% com relação às vendas do mesmo período do ano anterior”, ressalta. Na cidade vizinha ,Itajaí – A expectativa também é de um fim de ano rentável para o comércio.
Lages – Paralelamente à definição de horário, a (CDL) da cidade, lançou a promoção “Brilho de Natal Premiado”, que deverá contar com a adesão de um grande número de lojistas. A exemplo do que aconteceu em agosto deste ano, os consumidores que efetuarem suas compras nos estabelecimentos credenciados, ganharam cupons para concorrer a prêmios.

INFLAÇÃO
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal – (IPC-S) teve uma “discreta
Desaceleração”, segundo informou ontem (16) a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador registrou 0,49% no período encerrado em 15 de novembro, ante aumento de 0,50% na semana anterior.

Essas são algumas realidades publicadas nos jornais e que a oposição prefere ignorar; pois, é mais fácil criticar. (Veja Também: Por que Não Apoiar a Oposição )
Fonte : Jornal ANotícia Quinta-feira 17/11/2005

Palocci é Forte, Firme e Presente


SEM POSSIBILIDADE DE MUDAR A POLÍTICA ECONÔMICA


O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, deixou claro ontem (16) que só permanecerá no governo se for para dar continuidade à atual política econômica, que vem sendo criticada por setores do governo, do PT e da base aliada. “Minha força é para executar este projeto”, afirmou. Ele voltou a defender um ajuste fiscal de longo prazo, que foi duramente criticado na semana passada pela ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. “Eu disse à ministra que considerava que ela estava errada”, afirmou. Dilma afirmou que o plano elaborado pela equipe econômica era “rudimentar”.
Em seu depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Palocci disse que a redução do superávit primário (a poupança que o setor público faz para pagar uma parte dos juros das dívidas), hoje em 4,25% do produto interno bruto (PIB), criará grave problema fiscal. “Nós vamos encontrar nova crise (se o superávit for reduzido), nós vamos patinar e obrigar o futuro governo a fazer um novo ajuste”, observou, ao rebater o senador César Borges (PFL – BA), que defendeu uma redução do esforço fiscal. Dentro do governo, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defende a redução do superávit para 3,75% do PIB. “A idéia de um afrouxamento fiscal não é boa conselheira”, disse.
Para Palocci, não existe qualquer indicação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteja disposto a fazer mudanças na atual política econômica. “Toda vez que foi preciso o presidente reafirmou esta política, este projeto, ele o fez. Se ele tivesse dúvidas sobre a política, a equipe econômica não teria conseguido obter os ganhos no combate à inflação”, afirmou. “Não acho que devemos mudar a política e não há sinais de que o presidente deseja muda-la”, acrescentou.
A afirmação em depoimento do próprio ministro Antonio Palocci no Senado, resume o cenário político econômico “Estou forte, firme e presente”.


Fonte: Jornal Anotícia, 17/11/2005

Depoimento Deixa Oposição Calada

MERCADO TEM REAÇÂO POSITIVA AO DEPOIMENTO DO MINISTRO NO SENADO

Palocci nega denúncias de corrupção e doações de Cuba
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, negou ontem (16/11/05) que a campanha do presidente Lula tenha recebido recursos de países do exterior, como Cuba e Angola , ou das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Também desmentiu denúncias de favorecimento de empresas ou pagamento de mesada durante o seu governo à frente da Prefeitura de Ribeirão Preto (SP). O mercado financeiro reagiu de forma positiva ao depoimento de Palocci na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Para analistas e investidores, ele reagiu bem ao teste.
Antes de começar sua fala, Palocci avisou aos senadores que se defenderia das denúncias envolvendo seu nome, por serem “questões que ferem a honra como pessoa, pai e profissional dedicado à questão pública”. Ao iniciar sua defesa, afirmou: “Não me considero uma pessoa acima de qualquer suspeita. Vejo investigações desenfreadas com objetivos políticos claros”.
Numa manobra ousada, Palocci antecipou a ida ao Congresso, prevista para o dia 22, e apanhou de surpresa os cardeais da oposição, ao comparecer na tarde do dia 16 de novembro de 2005, à (CAE).
O ministro Palocci defendeu a condução da economia e destacou que “estamos trabalhando com afinco em cada um dos pontos que estruturam a estabilidade da economia.”


QUEM NÃO DEVE NÃO TEME !

Quando o assunto se restringe à economia, Antonio Palocci é recordista em indicadores positivos ( Veja também: Por que não apoiar a oposição!? ). Quando entra na seara das denúncias de corrupção, ele contou com a ajuda da oposição. Surpreendidos com a antecipação do depoimento, PFL e PSDB tremeram. Decidiram poupar o inimigo com o objetivo de deixar o governo refém de uma futura convocação de Palocci nas CPIs.
Tranqüilo, o ministro afirmou que não fugirá do debate, mas até lá a crise prossegue e Palocci continuará sob suspeita. Mas a oposição não tem o que comemorar. Passou a impressão de que deseja apenas prolongar o desgaste do ministro por casuísmo eleitoral.
Pois, a própria oposição vinha tentando convocar o ministro a prestar depoimento sobre as denúncias, na CPI dos Bingos; e quando tiveram a chance de interrogá-lo, fugiram de forma tática para não tocar no assunto, que antes tanto os interessavam.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou “positiva” a participação de Palocci na CAE do Senado. A avaliação do presidente, que assistiu alguns trechos do depoimento e foi informado de outros, era de que o ministro da Fazenda, como ele esperava, foi seguro e convincente, e, apesar de a oposição não querer, estava respondendo as acusações que estão sendo feitas contra ele “com firmeza”. A fala de Palocci, na avaliação de interlocutores do presidente, serviu para fortalecê-lo.

Fonte: Jornal Diário Catarinense, Jornal ANotícia 17/11/2005